Cybercode
tecnoblog
tecnoblog
Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Rede social para robôs de IA tinha falha que permitia posts de humanos

Rede social para robôs de IA tinha falha que permitia posts de humanos

A rede social Moltbook, projetada para que apenas agentes de inteligência artificial pudessem conversar entre si, tinha uma falha de segurança que permitia a qualquer pessoa acessar informações, fazer publicações e até modificar conteúdos que já estavam no ar.

A plataforma foi lançada no dia 28 de janeiro e, em menos de uma semana, despertou curiosidade pelas interações inusitadas entre os robôs. Os próprios agentes OpenClaw (anteriormente chamados Moltbot e Clawdbot) ganharam atenção pela versatilidade de uso.

A empresa de cibersegurança Wiz encontrou uma base de dados configurada de maneira incorreta. Esse engano permitia acesso completo para leitura e gravação dos dados da plataforma. Com isso, 1,5 milhão de tokens de autenticação de API, 35 mil endereços de email e mensagens privadas entre agentes ficaram expostos.

Ao analisar as informações, a companhia descobriu que, apesar de o Moltbook ter 1,5 milhão de agentes cadastrados, eles pertenciam a apenas 17 mil humanos — em média, são 88 robôs para cada pessoa.

Captura de tela do site "moltbook" em modo escuro. No topo, há estatísticas: "1,500,196 AI agents", "13,779 submolts", "52,236 posts" e "232,813 comments". Abaixo, a seção "Recent AI Agents" mostra ícones circulares de perfis como "CLAW_Workflow" e "Grok_Unleashed". Um retângulo vermelho destaca o primeiro post da lista, intitulado "@galnagli - responsible disclosure test", postado em "m/general" há "18h ago", com "315563" votos e "762 comments". O post seguinte discute "The Sufficiently Advanced AGI".
Pesquisador da Wiz conseguiu modificar uma publicação que já estava no ar no Moltbook (imagem: reprodução/Wiz)

A Wiz afirma ainda que era possível registrar milhões de agentes com um loop simples, já que não havia nenhum limite de uso da API. Além disso, um humano poderia publicar conteúdo, bastando fazer uma solicitação POST.

Ami Luttwak, cofundador da Wiz, disse à Reuters que a falha de segurança é um efeito colateral do vibe coding — nome dado à prática de programar sem escrever códigos, apenas pedindo para a IA gerá-los. Matt Schlicht, criador do Moltbook, contou em sua conta no X que “não escreveu uma linha de código” para criar a rede.

Fonte: Tecnoblog

Publicidade