Apple perde prioridade histórica na indústria de hardware

A demanda de empresas de inteligência artificial por hardware pode ter liberado as fábricas de um favoritismo histórico pela Apple. Nos últimos anos, a fabricante do iPhone conseguia garantir boas margens de lucro em negociações com fornecedores, mas o momento é diferente: a empresa tem sido forçada a disputar — e pagar mais caro — por componentes essenciais como chips, memória, fibra de vidro e outros insumos.
Segundo o Wall Street Journal, as companhias não estão mais reféns das encomendas da maçã, devido ao crescimento da demanda por empresas focadas em IA, dispostas a pagar preços muito mais altos para garantir a infraestrutura de data centers.
O jornal revela que, na última teleconferência de resultados, feita na quinta-feira (29/01), Tim Cook afirmou que enfrenta restrições no fornecimento de chips e um aumento nos preços de memória.
A pressão ocorre porque os mesmos componentes usados em smartphones são, atualmente, demandados por data centers de IA, para quem a indústria pode recorrer caso a Apple não faça ofertas melhores. Dessa forma, os fornecedores adquiriam uma margem maior para elevar preços e selecionar clientes.
Diferentemente do mercado de smartphones e computadores, que devem ficar mais caros nos próximos anos, os projetos de IA costumam operar com margens mais altas, o que torna esses compradores mais atraentes para fabricantes de componentes.
O segmento de memória é um dos mais impactados, com preços que podem quadruplicar até o fim de 2026, enquanto os da NAND (usada em SSDs, por exemplo) podem triplicar no mesmo período, segundo o WSJ. Ambos os componentes são usados tanto em servidores de IA quanto em smartphones e computadores.
Fonte: Tecnoblog
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