‘Dedo ciborgue’ combina componentes eletrônicos com células orgânicas

O que você precisa saber
Pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, desenvolveram um novo método para produzir “bio-híbridos”: dispositivos que mesclam componentes eletrônicos e orgânicos. O resultado foi uma espécie de “dedo ciborgue” feito com peças de metal e tecido muscular.
Esse campo é estudado por cientistas do mundo todo há anos, mas quase sempre esbarra na mesma limitação: o tempo de vida útil da parte orgânica. Tecido muscular feito em laboratório tende a encolher e perder força com o tempo e o excesso de uso.
É o contrário do que acontece com peças eletrônicas, que podem continuar funcionando por muito tempo até surgir algum problema. Uma possível solução para este problema foi encontrada pela equipe de pesquisadores japoneses liderada por Shoji Takeuchi, e foi publicada na capa da última edição da revista científica Science Robotics.
O que eles fizeram foi pegar uma pequena porção de células musculares de origem animal desenvolvidas em laboratório e a colocaram em camadas de hidrogel, onde os células continuaram crescendo até se tornarem “maduras”, explica o site norte-americano Gizmodo.
Quando isso aconteceu, as camadas foram acopladas numa sequência antagônica no entorno de uma espécie de “dedo” robótico. De um lado, as células musculares fazem o movimento de contração; do outro, faziam o movimento de dilatação.
Essa sequência permite que o dedo ciborgue se movimente e ainda consegue preservar a longevidade das células feitas em laboratório. As duas forças antagônicas, contração e dilatação, atuando uma oposta à outra, desacelera o encolhimento e a deterioração do tecido.
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