Qualcomm prevê queda de venda de celulares (sim, culpa das memórias RAM)

A Qualcomm obteve uma receita de US$ 12,25 bilhões (R$ 65 bilhões, na conversão direta) em seu último trimestre fiscal. Um número que deixou investidores animados. Mas logo a companhia tratou de avisar que os próximos meses serão desafiadores em seu principal mercado: o de celulares.
O recado foi dado pelo brasileiro Cristiano Amon, CEO da Qualcomm, durante uma teleconferência sobre os resultados financeiros da companhia. A apresentação deixou claro que a marca de US$ 12,25 bilhões foi alcançada por conta das fortes vendas de smartphones premium nos últimos meses, bem como pelo crescente interesse dos consumidores por dispositivos inteligentes e afins.
Eis, então, que Amon alertou: “nos próximos trimestres, a indústria de celulares será limitada pela [falta de] disponibilidade e pelos preços de memórias, principalmente de DRAM”.
O executivo também explicou que esse cenário de escassez é efeito da priorização que fabricantes de memórias estão dando a data centers para inteligência artificial.
A Qualcomm será impactada indiretamente por essa situação. Isso porque a companhia fornece SoCs e outros chips para dispositivos móveis. Mas, como a tendência é a de que fabricantes de celulares produzam menos unidades por causa da escassez de RAM, também deverá haver redução de pedidos de chips à Qualcomm.
Não há redução de demanda de consumidores por celulares. Em linhas gerais, o que os fabricantes estão fazendo é ajustando as suas capacidades produtivas à disponibilidade de módulos de memória RAM. Como consequência, a Qualcomm já prevê que, no atual trimestre, a sua receita ficará entre US$ 10,2 bilhões e US$ 11 bilhões.
Fonte: Tecnoblog
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