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Games · · 2 min de leitura ·

O que um Xbox sem leitor de discos significa para o futuro dos videogames?

O que um Xbox sem leitor de discos significa para o futuro dos videogames?




Após meses de especulações, a Microsoft mostrou ao mundo o Xbox One S All-Digital Edition. O que esse nome gigante quer dizer é que o novo console não vem com uma entrada de Blu-Ray, o que significa que ele só suporta jogos baixados digitalmente, sem a possibilidade de instalá-los no HD por mídia física. O anúncio também sinaliza uma tendência curiosa no mercado.

Não entenda errado: o Xbox One S All-Digital Edition (vamos chamá-lo de “SADE” a partir de agora por uma questão de brevidade) não será a única versão do Xbox à venda, e a Microsoft pretende continuar vendendo as versões com entrada para Blu-Ray pelo menos até segunda ordem, oferecendo a nova variação como uma opção mais acessível.

Estamos falando, portanto, de um teste. Sim, a Microsoft quer saber se o público se interessa por um console sem entrada para discos e quanto a menos ela precisa cobrar para que a ideia seja aceitável. Atualmente, a diferença entre o preço sugerido do Xbox One S comum e do Xbox One SADE é de US$ 50.

O que esse teste revela, no entanto, é que a Microsoft acredita que, sim, existe espaço para um produto deste tipo no mercado. E a companhia certamente deve ter ao seu lado dados que banquem essa aposta, mostrando que a transição para a mídia digital está se acelerando por parte dos próprios consumidores, que estão enxergando a conveniência do formato.

Não é muito difícil ver os sinais. Recentemente, a GameStop maior rede de lojas de videogames dos Estados Unidos conhecida também pelo seu sistema de compra e revenda de jogos usados, anunciou resultados preocupantes, com um prejuízo de US$ 187,7 milhões nos primeiros três meses de 2019. Um dos fatores que mais colaborou para o resultado ruim foi justamente a queda nas vendas dos jogos usados.

É possível atribuir os problemas da GameStop a muitos fatores, entre eles a incapacidade de competir com o comércio online, em especial com a Amazon. No entanto, a queda na venda de jogos usados é significativa: as pessoas não estão mais comprando games de segunda mão, que são mais baratos, porque a mídia física não é mais uma prioridade.

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