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Julia Monteiro
Julia Monteiro
Robotica · · 3 min de leitura ·

Bem-vindos à era dos robôs…de serviço

Bem-vindos à era dos robôs...de serviço

O que você precisa saber

A utilização de robôs para realizar as tarefas diárias dos seres humanos fez parte da imaginação e encantou os espectadores de obras de ficção e animações, principalmente durante as décadas de 1970, 80 e 90.  A existência dessas máquinas parecia estar muito distante ou mesmo ser inatingível, mas, atualmente, são uma realidade em plena expansão.

Segundo a definição da International Federation of Robotics (IFR), esses robôs são chamados robôs de serviço e classificados dependendo da aplicação como: profissionais ou pessoais/domésticos. Ainda segundo a IFR, as vendas de robôs de serviços podem chegar a aproximadamente 43 milhões de unidades; os robôs de serviço domésticos são responsáveis por aproximadamente 75% (32,4 milhões) desse mercado. E a previsão é de uma taxa de crescimento média de 20 a 25% no período compreendido entre 2018 e 2020.

Apesar da visão futurista de robôs como dispositivos perfeitamente semelhantes aos humanos e capazes de realizar todas as tarefas que esses realizam, a grande maioria dos robôs existentes no mercado é desenvolvida para tarefas dedicadas e não possuem a forma humana, como a robô de serviços domésticos, “Rosie”, da famosa animação “The Jetsons”. Mas eles são dispositivos autônomos como: robôs aspiradores de pó (ex.: robô aspirador Roomba, da empresa IRobot), limpadores de piscina, drones e cortadores de grama.

Ou seja, na maioria dos casos são considerados máquinas que se destacam pela tecnologia e funcionalidade sem despertar a mesma fascinação nos usuários e consequentemente também não atingem as mesmas possibilidades de interação robô-humano. Vale observar que já vivemos a era dos robôs de serviço; esses já são uma realidade comercial e cada vez mais estarão disponíveis no cotidiano de mais e mais usuários. Pesquisas recentes apontam que nos próximos três anos os humanos interagirão mais com sistemas automatizados com inteligência artificial e robôs do que com seus parceiros. Para os desenvolvedores dessas tecnologias alguns desafios envolvem o aprendizado e a interação social entre humanos e robôs.

Um relacionamento social mais intenso entre humanos e robôs pode ser viabilizado com o uso de robôs que tenham semelhança com a forma humana, ou robôs humanoides.  Eventualmente alguns podem imaginar que esses dispositivos fazem parte de uma realidade ainda distante, porém uma “invasão” desses não irá demorar. Já existem diversos robôs humanoides de serviço, alguns desenvolvidos apenas no âmbito da pesquisa, como o ASIMO da Honda e o Atlas da Boston Dynamics. Não tão distantes, existem projetos na esfera nacional, como o robô de serviço denominado Mauá Inteligência Artificial (M.I.A), desenvolvido pelo grupo de pesquisas em sistemas mecatrônicos inteligentes e robótica do Instituto Mauá de Tecnologia, dedicado ao atendimento e orientação do público.

No cenário comercial,  destacam-se diversos outros robôs humanoides, como Pepper da SoftBank Robotics, os robôs da PAL Robotics e o robô promotor promobot. Comercialmente,…

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