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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: "Basicamente zero"

Avaliações recentes feitas por analistas de um grande banco americano indicam que, ao menos até agora, o impacto direto desses investimentos sobre o PIB dos Estados Unidos é mínimo — descrito internamente como “basicamente zero”.

“Na verdade, não consideramos o investimento em IA como um fator fortemente positivo para o crescimento”, disse o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, em entrevista ao Atlantic Council. “Acho que há muita informação distorcida sobre o impacto que o investimento em IA teve no crescimento do PIB dos EUA em 2025, e esse impacto é muito menor do que se costuma perceber”, afirmou.

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Até agora os efeitos macroeconômicos da inteligência artificial seguem discretos (imagem ilustrativa: Max Pixel)

A inteligência artificial virou peça central no discurso sobre o futuro da economia dos Estados Unidos. Bancos, executivos e líderes empresariais passaram a associar o avanço da tecnologia a um ciclo de crescimento sustentado, impulsionado por investimentos bilionários em infraestrutura, chips e centros de dados. Para esse grupo, a IA já estaria ajudando a manter a economia aquecida em um cenário global instável.

No campo político, o tema também virou argumento estratégico. O presidente Donald Trump recorreu à promessa de crescimento impulsionado pela IA para defender a redução de regulações estaduais sobre o setor. Em uma publicação na Truth Social, escreveu: “O investimento em IA está ajudando a tornar a economia dos EUA a mais aquecida do mundo, mas a regulação excessiva dos estados ameaça minar esse motor de crescimento”.

O contraste expõe uma divergência crescente entre a narrativa defendida por empresas e autoridades e os números observados nos cálculos econômicos tradicionais.

Durante parte de 2025, economistas reforçaram a percepção de que a IA já estaria deixando marcas visíveis no Produto Interno Bruto. Jason Furman, professor de Harvard, destacou em seu perfil no X que equipamentos e softwares ligados ao processamento de informação responderam por grande parte da expansão econômica no primeiro semestre. Na mesma linha, análises do Federal Reserve Bank of St. Louis sugeriram que investimentos relacionados à IA tiveram peso relevante no crescimento do terceiro trimestre.

Fonte: Tecnoblog

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