Panasonic desiste de fabricar suas próprias TVs


A Panasonic decidiu dar mais um passo no afastamento de um mercado que já foi central para sua identidade. A empresa anunciou que deixará de fabricar seus próprios televisores e passará essa responsabilidade a uma parceira chinesa, encerrando, na prática, sua atuação direta na produção de TVs.
A mudança marca um ponto simbólico para uma companhia que ajudou a popularizar as telas de plasma e que, por décadas, esteve entre as referências em qualidade de imagem. A partir de agora, os televisores continuarão levando o nome Panasonic, mas não sairão mais de fábricas controladas pela empresa japonesa.
O acordo prevê que a chinesa Skyworth, sediada em Shenzhen, assuma a fabricação, o marketing e a comercialização das TVs com a marca Panasonic. A empresa já é um nome relevante no setor e se apresenta como uma das maiores fornecedoras globais da plataforma Android TV, embora sua posição entre as líderes de vendas oscile ao longo do tempo.
Segundo o FlatpanelsHD, o anúncio foi feito durante um evento de lançamento, no qual um representante da Panasonic detalhou os termos da parceria: “Segundo o acordo, o novo parceiro liderará vendas, marketing e logística em toda a região, enquanto a Panasonic fornecerá conhecimento especializado e garantia de qualidade para manter seus renomados padrões audiovisuais, com desenvolvimento conjunto completo nos modelos OLED de ponta.”
A Panasonic afirmou que continuará oferecendo suporte “para todas as TVs Panasonic vendidas até março de 2026 e todas as que estiverem disponíveis a partir de abril”. Os novos aparelhos produzidos pela Skyworth devem ser vendidos nos Estados Unidos e na Europa, onde as empresas afirmam buscar participação de mercado em dois dígitos.
A decisão da empresa japonesa não surgiu do nada. Há mais de uma década, a Panasonic vem demonstrando incerteza em relação ao futuro de sua divisão de TVs. No auge da era do plasma, a empresa chegou a liderar o mercado global, superando concorrentes como Samsung e LG. No entanto, em 2014, abandonou essa tecnologia, citando a ascensão dos LCDs e dificuldades financeiras acumuladas ao longo dos anos.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.