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Cinema · · 3 min de leitura ·

360 – Entrevista com Fernando Meirelles e Maria Flor

360 - Entrevista com Fernando Meirelles e Maria Flor




"Anthony Hopkins é fofo", diz Fernando Meirelles. Conversamos com o diretor e com a atriz Maria Flor durante o Festival de Gramado 2012 e também no Rio de Janeiro. Eles falaram sobre o filme 360 e muitas outras coisas interessantes, não necessariamente "fofas". Confira abaixo!

O AdoroCinema quer sempre trazer o máximo de informações para seus leitores. Por isso, não nos contentamos em conversar com Fernando Meirelles e Maria Flor no Festival de Gramado 2012. Também participamos de uma coletiva de imprensa com a dupla no Rio de Janeiro. Tudo para divulgar 360, mais novo trabalho do diretor de Cidade de Deus. Veja o que de melhor pintou nas entrevistas logo abaixo.

Fernando contou que não chegou a dar palpite na seleção. Para ele, a possibilidade de ter um elenco rico em termos de nacionalidades foi um dos aspectos que fizeram topar realizar o filme. "De cara eu sabia que poderia trabalhar com gente muito boa e porque iria precisar deles por uma semana de cada um no máximo. Achei que ia conseguir e de fato consegui", disse ele. Além dos rostos mais conhecidos, como Anthony Hopkins e Jude Law, por exemplo, Meirelles contou que os outros são muito famosos em seu país de origem ou tem uma trajetória de peso popular.

"O russo foi o caso mais interessante. Eu queria alguém de lá mesmo e começamos a baixar filmes da região" (nessa hora ele pediu desculpas pela atitude e fez o pessoal rir), mas era por uma boa causa". Ele contou que gostou do rosto do ator e mesmo sem entender patavinas do que era falado nos filmes, procurou o agente e fez uma proposta. Nessa hora, arrancou risadas: "Você estão malucos. Ele é o Vladimir Vdovichenkov e vocês estão oferecendo um décimo do que ele ganha para sair de casa. O cara é uma espécie de Wagner Moura da Rússia", concluiu ele dizendo que ofereceu a mesma coisa que todos do elenco. Acabou que eles pularam o agente e conseguiram convencer ele.

Ele contou ainda que as duas eslovacas foram as únicas que ele realizou testes de leitura. Sobre a participação de Jamel Debbouze, ele disse que foi o único selecionado desde o começo. "Esse aqui (o papel) é para o Jamel. E a gente adiou o filme 10 dias só para conseguir três de filmagem com ele. Sou fã desse cara", acrescentando que os olhos sempre brilhantes do ator é um diferencial que ele não cansa de admirar. Sobre a escalação de Marianne Jean-Baptiste , Meirelles contou que queria inserir um negro na trama e como ele admirava o trabalho dela, o convite foi feito. "Eu achei que ela não iria topar porque mora em Los Angeles e faz série de TV (Harry's Law), mas eu dei uma ligada pessoalmente e ela veio para Londres". No Rio, o diretor lamentou ter cortado bastante da participação da atriz, cuja personagem tinha maior importância no texto.

O diretor destacou que não teve problema em realizar um filme em que são faladas várias línguas, reforçando que conversava com boa parte do elenco em inglês, português e francês, e que usava um tradutor algumas vezes para falar com os atores…

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