Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

A Anthropic anunciou um recurso que facilita a migração de usuários de outros assistentes de IA para o Claude. A novidade permite importar preferências e memórias de plataformas concorrentes, como o ChatGPT, o Gemini e o Copilot, sem que seja necessário reconfigurar tudo do zero.
O lançamento ocorre em um momento de forte exposição pública da empresa nos Estados Unidos. Nos últimos dias, o Claude ultrapassou o ChatGPT entre os aplicativos gratuitos mais baixados da App Store, movimento que coincidiu com a disputa envolvendo contratos com o Departamento de Defesa norte-americano.
A ferramenta funciona a partir de um prompt fornecido pela Anthropic. O usuário copia esse comando e o insere no chatbot concorrente para exportar suas memórias e contexto em formato de código. Em seguida, basta colar o conteúdo nas configurações do Claude, na seção de memória, e confirmar a importação.
No site oficial, a empresa resume a proposta: “Traga suas preferências e contexto de outros provedores de IA para o Claude” e complementa: “Com um simples copiar e colar, Claude atualiza sua memória e continua exatamente de onde você parou.”
Segundo a Anthropic, o processamento das novas informações pode levar até 24 horas. Após esse período, o usuário pode verificar o que foi assimilado na área “Veja o que o Claude aprendeu sobre você” e ajustar dados no menu “Gerenciar memória”. A companhia afirma que o sistema prioriza tópicos ligados a trabalho e colaboração, podendo ignorar detalhes pessoais que não tenham relação com esse foco.

O crescimento recente do aplicativo ocorre após impasse com o Departamento de Defesa dos EUA. A Anthropic afirmou que buscou restrições contratuais relacionadas a vigilância doméstica em massa e ao uso de modelos em armas totalmente autônomas. Em comunicado, declarou acreditar que “os modelos de IA de ponta atuais são confiáveis o suficiente para serem usados em armas totalmente autônomas” e que a vigilância em larga escala viola “direitos fundamentais”.
Fonte: Tecnoblog
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