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Cinema · · 2 min de leitura ·

Entrevista exclusiva com Jonathan Dayton e Valerie Faris, de Ruby Sparks – A Namorada Perfeita

Entrevista exclusiva com Jonathan Dayton e Valerie Faris, de Ruby Sparks - A Namorada Perfeita




Diretores conhecidos pelo trabalho na comédia dramática Pequena Miss Sunshine vieram ao Brasil para lançar o novo filme no Festival do Rio 2012. Eles conversaram com exclusividade com o AdoroCinema.

Jonathan Dayton e Valerie Faris começaram suas trajetórias na sétima arte em 2006, com o fenômeno do cinema independente Pequena Miss Sunshine. Na sequência, trabalharam com vários roteiros, mas nunca conseguiam transformá-los em longas. Até que surgiu Ruby Sparks – A Namorada Perfeita. A dupla esteve no Rio de Janeiro para apresentar o filme no Festival do Rio 2012 e falou com exclusividade ao AdoroCinema. Abaixo, você confere o bate-papo completo.

Valerie Faris: Nós mantivemos contato com Paul Dano após Pequena Miss Sunshine e conhecemos Zoe Kazan (namorada dele). Eles vieram até nós com um roteiro e deste o início sabíamos que viveriam os dois protagonistas. Amamos a história e a ideia de trabalhar com os dois.

VF: Nós trabalhamos por nove meses com a Zoe no roteiro, transformando-o no que gostaríamos de fazer. Foi ótimo trabalhar com ela como escritora, nos demos muito bem. Algumas vezes os filmes simplesmente acontecem. Trabalhamos em vários projetos nestes seis anos entre Pequena Miss Sunshine e Ruby Sparks, e é muito duro quando o filme não acontece, é muito decepcionante. Em Ruby, tudo se encaixou. 

JD: Nos deram o corte final. E isso foi muito importante, pois nós precisávamos ser os autores do filme. E um dos motivos que nos levaram a ficar tanto tempo com a Zoe antes das filmagens foi que queríamos que ela deixasse de ser a roteirista antes das gravações. Ela precisava ser só a atriz. Passamos nove meses juntos e fizemos 17 versões do roteiro. Quando chegou a hora de rodar, ela não precisava mais se preocupar com as palavras.

Ruby Sparks tem a mesma sensibilidade que Pequena Miss Sunshine, unindo bem o drama e a comédia. É quase como um conto de fadas sobre a solidão. O que atrai vocês neste tipo de projeto?

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