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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Não é sobre robôs, é sobre humanos: LinkedIn quer barrar posts de IA

Não é sobre robôs, é sobre humanos: LinkedIn quer barrar posts de IA

O LinkedIn vai passar a reduzir o alcance de conteúdos produzidos por IA. A proposta passa por identificar posts e comentários com padrões claros de uso de inteligência artificial, como iscas de engajamento, textos genéricos sobre liderança e outros exemplos de publicações vazias que compõe o chamado AI slop.

Falo por experiência própria: basta rolar o feed durante alguns minutos para encontrar diversos posts genéricos sobre liderança, autoajuda, entre outros temas comuns no app. Um dos exemplos é a construção “Não é X, é Y” nos posts divulgados no LinkedIn, depois de se repetir com frequência nas respostas do ChatGPT.

É de praxe ver comentários igualmente vazios, uma espécie de engajamento fantasma que inflaciona os números dos perfis da rede.

Robô humanoide sentado e segurando tela
Posts com IA são o alvo, mas as justificativas não parecem ser suficientes (imagem: Andrea De Santis/Unsplash)

Não se sabe ao certo quais ferramentas serão usadas pelo LinkedIn vai barrar as atividades com IA. A vice-presidente de produto e Editora Executiva do LinkedIn, Laura Lorenzetti, deu exemplos de conteúdos considerados como feitos por IA: conteúdos genéricos, pensamentos reciclados e posts “sem autenticidade e originalidade”.

Os novos sistemas terão que diferenciar os padrões de conteúdos que, de fato, trazem informações relevantes daqueles que apenas “repetem ideias sem contribuir com nada de novo”. A ideia é que as publicações assim não apareçam mais como recomendadas e fiquem limitadas aos seguidores dos perfis responsáveis.

Recurso próprio do LinkedIn já cria mensagens automáticas feitas por IA para recursos de recrutamento (gif: reprodução/Linkedin)

O LinkedIn oferece ferramentas próprias de IA, como a que reescreve posts ou o sistema de recrutamento com apoio desta tecnologia. Segundo a plataforma, o uso de IA segue sendo bem-vindo, desde que mantenha “ideias originais”.

Fonte: Tecnoblog

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