Cybercode
Olhar Digital
Olhar Digital
Games · · 2 min de leitura ·

Sega quer transformar fliperamas em data center no Japão

Sega quer transformar fliperamas em data center no Japão




Nesta semana, a Sega comemorou seu 60º aniversário lançando uma versão “compacta” do Game Gear. No entanto, essa não é a única coisa programada pela empresa no momento. A companhia trabalha em um projeto que transformaria os fliperamas japoneses em data centers.

Segundo a Weekly Famitsu, a Sega vai equipar máquinas de fliperama com CPUs e GPUs poderosas para criar um sistema de streaming de latência ultra baixa. A empresa batizou a ideia de “jogos em nevoeiro”, pois se baseia no conceito de computação em névoa.

Dispositivos que compõem um sistema de computação em névoa estão muito mais próximos fisicamente do que aqueles em que há um sistema de nuvem, o que reduz o tempo necessário para os dados viajarem entre eles. Como tal, a Sega calcula que a plataforma de jogos poderia reduzir atrasos de transmissão para menos de um milissegundo.

A empresa já possui uma infraestrutura básica para o projeto. Pelo menos no Japão, os arcades ainda são predominantes o suficiente para que o sistema seja viável. A companhia detém 200 estabelecimentos do tipo – além de máquinas da Sega espalhadas em fliperamas de terceiros. 

Todas as máquinas da empresa presentes no Japão estão conectadas a servidores, que se vinculam à nuvem. Muitas delas usam uma plataforma chamada “All.net” que permite competições de fliperama online e também facilita a tarefa dos jogadores em acompanhar pontuações, classificações e perfis de jogadores nos game centers – locais onde normalmente se concentram esses aparelhos.

No entanto, segundo o site Ars Technica, os fliperamas que não são os próprios da Sega estão cortando laços com a plataforma online porque “as taxas tornam insustentável” manter uma máquina do tipo funcionando em meio à pandemia da Covid-19.

Publicidade