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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Google adverte sobre risco maior de cibercrimes após mudanças na UE

Google adverte sobre risco maior de cibercrimes após mudanças na UE

O Google se manifestou sobre as possíveis mudanças na legislação da União Europeia para aumentar a competitividade no mercado de tecnologia. Heather Adkins, vice-presidente de Engenharia de segurança da big tech estadunidense, apontou um risco real de ciberataques após a aprovação de novas leis do Digital Markets Act. Entre as novidades está a proposta de forçar empresas maiores a abrirem os dados de mecanismos de busca e sistemas operacionais.

Segundo Adkins, esse movimento pode facilitar a vida de hackers, que teriam acesso a pesquisas relacionadas a cibersegurança feitas pelos usuários, além de detalhes da operação do Android. Ela alerta que os casos de fraude na Europa poderiam subir rapidamente. As propostas são consideradas complexas, já que teriam impacto em bilhões de usuários em todo o mundo.

De acordo com a revista Wired, alguns competidores do Google no continente apontam para riscos menores que os levantados pela empresa, assim como pesquisadores independentes e acadêmicos consultados pela Comissão Europeia. A definição quanto às novas regras deve acontecer até 27 de julho.

O Digital Markets Act foi aprovado em 2022 e, desde então, a ideia é diminuir a distância entre as big techs americanas e empresas locais. Assim, não é apenas o Google que está sujeito a essas novas regras, mas também nomes como Amazon, Apple, Meta, Microsoft, entre outros. Mas, diferentemente das outras, o Google é a única empresa com um buscador que se enquadraria nessa legislação.

Atualmente já existe uma obrigatoriedade de compartilhar dados por parte do Google, mas as mudanças preveem o acesso a detalhes como buscas feitas por usuários e até informações de metadados. Dessa forma, outros navegadores poderiam utilizar essas informações, diminuindo a distância competitiva nesse mercado.

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Google Search seria único buscador impactado pelas novas regras (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Segundo a proposta da Comissão Europeia, as informações seriam anônimas para proteger os usuários, e as regras dariam conta ainda de restrições de uso desses dados por parte das empresas. O Google, por sua vez, apontou que essa tentativa de tornar os dados anônimos não seria efetiva, e que seria possível identificar os usuários com facilidade.

Fonte: Tecnoblog

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