China proíbe IAs de namoro que criam dependência emocional

O governo da China decidiu intervir nos relacionamentos afetivos entre humanos e máquinas. A partir desta quarta-feira (15/07), entra em vigor uma regulamentação inédita que proíbe chatbots de companhia de estimular dependência emocional nos usuários.
Como consequência, empresas como ByteDance e Alibaba promoveram um apagão em seus serviços: recursos de interações íntimas foram desativados e o histórico de conversas de milhões de usuários deixou de ficar acessível.
Segundo o comunicado oficial, a motivação vai além de proteger a saúde mental. Para as autoridades chinesas, a adoção acelerada de “namorados e namoradas virtuais” se transformou em um obstáculo silencioso para a formação de laços sociais.

A resposta está na arquitetura do software. Em vez de tentarem se adequar às novas regras, as companhias concluíram que era tecnicamente impossível manter o produto funcionando dentro das exigências da lei, já que os recursos que tornam um chatbot de companhia atraente e realista são exatamente os alvos da nova legislação.
Para que um parceiro virtual ganhe credibilidade, ele precisa de “memória persistente”, a capacidade de lembrar detalhes da vida do usuário, e ajustar constantemente o tom emocional das respostas. A nova lei exige que o sistema quebre essa imersão de propósito. As IAs agora são obrigadas a alertar os usuários de que são máquinas a cada duas horas de uso contínuo, além de detectar sinais de dependência psicológica em tempo real.
O custo de engenharia para reescrever esses modelos também não justificava os riscos de tomar multas que podem chegar a 50 milhões de yuans (cerca de R$ 35 milhões, em conversão direta) ou 5% do faturamento anual da empresa infratora.
Fonte: Tecnoblog
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