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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Apenas 3% dos usos do Gemini envolvem automação massiva de tarefas

Apenas 3% dos usos do Gemini envolvem automação massiva de tarefas

O Google publicou uma pesquisa em que analisa o uso do Gemini no mercado de trabalho. O tema é uma grande preocupação para profissionais de diferentes áreas, sobretudo por causa de empresas que desejam substituir funcionários por inteligência artificial. Segundo o estudo, a ferramenta é mais utilizada para auxiliar nas tarefas do que para cumprir funções: apenas 3% dos casos analisados envolvem uso massivo de IA no trabalho, enquanto 75% das tarefas envolvem consultas simples ao Gemini.

Outro dado que corrobora isso é a porcentagem de interações que buscam automatizar completamente determinadas atividades, com 10% das conversas em trabalhos considerados “cognitivos”. Portanto, as soluções são pensadas pelos funcionários em sua maioria, e depois executadas em algum nível usando IA. As consultas ao Gemini também são mais voltadas para o dia a dia: 86% delas envolvem tarefas fora do trabalho.

O levantamento seguiu a metodologia ATLAS (Activity, Task, Landscape and Adoption Study), e analisou consultas feitas no Gemini. Ao todo, foram 14,65 milhões de interações nas plataformas que oferecem o modelo de IA como alternativa. De acordo com o The Wall Street Journal, os resultados indicam que um bom uso da tecnologia pode, inclusive, valorizar os trabalhadores.

São muitos os casos de demissões em massa sob a justificativa de que a inteligência artificial está mudando a lógica de trabalho, principalmente por conta das automações. Segundo dados da plataforma Layoffs.fyi, já são mais de 120 mil cortes apenas considerando companhias de tecnologia.

Imagem da entrada do campus da Microsoft em Redmond, nos Estados Unidos. Em destaque, o letreiro com o nome "Microsoft" ao lado do logo colorido da empresa. Ao fundo, há um edifício moderno com uma cobertura de madeira e vidro em arco. O céu está parcialmente nublado e algumas pessoas caminham pela calçada.
Amazon, Meta e Microsoft (foto) já anunciaram demissões em massa por “reestruturações internas” (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mais recentemente, a Microsoft anunciou 4,8 mil demissões, cerca de 2,1% da força de trabalho em todo o mundo. Antes disso, em janeiro, foi a vez da Amazon, que demitiu cerca de 30 mil pessoas e comunicou que “o mundo está mudando mais rápido do que nunca”. Empresas como a Meta também tiveram casos semelhantes.

Uma pesquisa divulgada em fevereiro indicou que muitas empresas estavam usando a IA como justificativa para demissões já planejadas, inclusive sem ter a automação necessária para substituir esses funcionários.

Fonte: Tecnoblog

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