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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

GrapheneOS se torna alvo de polêmica nos EUA; entenda o caso

GrapheneOS se torna alvo de polêmica nos EUA; entenda o caso

Uma função de privacidade do GrapheneOS está dando o que falar nos Estados Unidos após um homem virar réu por usá-la contra a polícia. A polêmica se deu após Sam Tunick, um morador de Atlanta, apagar todos os dados de um dispositivo ao fornecer uma senha alternativa aos agentes.

Tunick foi abordado pelos policiais no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta, em janeiro de 2025, quando voltava de uma viagem à República Dominicana.

Segundo o portal TechSpot, autoridades o investigavam por suspeita de “atividades terroristas” ligadas a protestos contra a construção da Cop City, um centro de treinamento policial na cidade que custou cerca de US$ 109 milhões (aproximadamente R$ 558 milhões).

Ilustração de criptografia
Senha alternativa ativa apagamento de dados direto da tela inicial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O homem teria sido levado a uma sala de inspeção e pressionado por agentes federais a desbloquear o aparelho, sob ameaça de apreensão. Na ocasião, Tunick teria ativado uma funcionalidade de segurança do GrapheneOS, um sistema operacional de código aberto com foco em privacidade, disponível para smartphones da linha Google Pixel.

O sistema foi desenvolvido inicialmente por Daniel Micay, em 2015. Entre os diferenciais da interface estão ferramentas direcionadas a proteção contra ameaças, limitação de coleta de dados (até mesmo pelo Google) e de sensores (como câmera e microfone).

O recurso utilizado por Tunick permite configurar uma senha específica que, ao ser digitada, aciona a restauração do aparelho para as configurações de fábrica — algo interessante em casos de coação, como assaltantes que exigem a senha do dispositivo após o roubo.

Fonte: Tecnoblog

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