Android superseguro vira alvo dos EUA por função que apaga dados do celular

A GrapheneOS Foundation defendeu a legalidade de uma função nos smartphones que levou a uma acusação de destruição de provas nos Estados Unidos. O software de código aberto permite configurar uma limpeza total no celular ao inserir uma senha específica. Em um comunicado publicado no X, a empresa afirma que não tem obrigação legal de enfraquecer suas ferramentas de segurança.
No caso em questão, o usuário Sam Tunick foi abordado por policiais no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta, e deu o código específico aos policiais. Em vez de desbloquear a tela, ele acabou resetando o dispositivo. Agora réu, Tunick é acusado de desrespeitar as autoridades e impedir o acesso aos dados de seu Google Pixel.
O GrapheneOS, por sua vez, afirma que não é possível recuperar esses dados apagados utilizando a duress password (senha de coação, em tradução literal), e que o recurso é legitimado pela própria Constituição dos Estados Unidos. Vale ressaltar que esse é o primeiro caso envolvendo o GrapheneOS, software que está disponível desde 2015.
Não custa lembrar: estamos falando de um sistema operacional para smartphones, baseado no Android, e que tem como principal foco a privacidade e segurança dos usuários.
A GrapheneOS Foundation vem se manifestando sobre o caso no X/Twitter, respondendo diversos tuítes que apontam o OS como “errado” ou até visado pelas autoridades por seus recursos de privacidade. A empresa destaca que há outros mecanismos de segurança além da duress password, utilizada por Tunick no caso de Atlanta.
Outro ponto levantado é o cuidado que usuários devem ter ao optar pela ferramenta, já que é algo irreversível. Eles afirmam ainda que o comando pode ser ativado em qualquer cenário ao usar o celular, não apenas com a tela bloqueada. Ou seja: o objetivo é garantir a segurança do usuário em uma situação de risco, e não “enganar” alguém.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.