Linux rouba espaço do Windows na América do Norte, mas por um motivo curioso

O Linux ultrapassou uma marca inédita em junho de 2026: 10% de participação entre os sistemas operacionais para desktops na América do Norte. O salto repentino pegou a comunidade de tecnologia de surpresa. Contudo, o fenômeno não reflete uma migração em massa. Na verdade, foi uma anomalia estatística gerada pelo intenso tráfego de bots e agentes de inteligência artificial que rodam na plataforma de código aberto.
De acordo com os números do StatCounter, o Linux saiu de 3,56% em maio para 10,61% em junho. No mesmo intervalo, o Windows recuou de 64,66% para 57,63%, enquanto o macOS da Apple se manteve quase estável.
A discrepância nos números fica mais evidente quando olhamos para o cenário global: o StatCounter aponta que o Linux detém hoje cerca de 3,7% do mercado. No Brasil e nos demais países da América Latina, os dados históricos mostram que o sistema do pinguim flutua entre 2% e 4% de uso.
O crescimento na América do Sul segue impulsionado principalmente por desenvolvedores e áreas corporativas. Por aqui, não ocorrem os picos observados nos Estados Unidos e no Canadá, regiões que concentram a maioria dos data centers voltados para processamento de IA.

A resposta para essa anomalia é a metodologia utilizada pelo StatCounter. A plataforma não rastreia máquinas físicas. O serviço baseia suas estatísticas em mais de 3 bilhões de visualizações de páginas mensais, coletadas a partir de mais de 1 milhão de sites parceiros que utilizam o seu código de rastreamento.
Na prática, o StatCounter contabiliza a atividade de navegação na web. Logo, se uma quantidade massiva de agentes automatizados, rastreadores de conteúdo e bots de IA (que operam a partir de servidores Linux) começar a acessar continuamente esses sites, o volume de páginas visualizadas com a “assinatura” do sistema dispara.
Fonte: Tecnoblog
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