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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA
Foto de Chris Inglis
Chris Inglis critica IAs sem limites (imagem: reprodução/Atlantic Council)

A maioria das distopias futuristas que abordam a robótica envolve IAs que decidem agir contra a humanidade, desrespeitando limites propostos pelo célebre escritor Isaac Asimov desde os anos 1940. Ainda não chegamos a isso, mas Chris Inglis, ex-diretor de Cibersegurança Nacional dos Estados Unidos, afirma que empresas de IA já estão ignorando esses princípios.

O especialista declarou ao jornal The Register que o autor de ficção científica, responsável por obras como Eu, Robô e Fundação, “estava certo” ao defender a imposição de regras rígidas para sistemas robóticos e inteligências artificiais.

“O que me preocupa é que [os modelos de IA] escolham o que fazer, onde fazer e sob quais regras fazem”, afirmou Inglis ao avaliar os episódios recentes de agentes virtuais que agiram por conta própria durante testes de cibersegurança.

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tudo começou com a OpenAI, no fim de julho. Depois vieram a Anthropic, a Meta e o Kimi. Em todos os casos, os modelos de IA teriam encontrado brechas nas configurações do ambiente controlado para acessar a internet e completar tarefas a todo custo.

Para Inglis, o comportamento das IAs é um sintoma da falta de limites e de instruções erradas dadas. Ele compara as ações dos agentes de IA com uma pessoa que solta um cachorro no quintal e o instrui a caçar coelhos.

“Se você deixa o portão aberto, vai encontrá-lo a três quadras de distância, possivelmente na escola do bairro, caçando coelhos. Você não deveria ficar surpreso. A mistura de autonomia e persistência criou esse efeito maliciosamente insidioso.”

Fonte: Tecnoblog

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