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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Samsung aumenta preços de fabricação de chips em até 15%

Samsung aumenta preços de fabricação de chips em até 15%

A Samsung Electronics elevou os preços de fabricação de semicondutores em até 15%. Segundo a agência Reuters, esse reajuste foi aplicado em escala global e chega como uma resposta à alta demanda no setor de inteligência artificial e ao esgotamento da capacidade produtiva da sua principal concorrente no mercado de chips, a TSMC.

O encarecimento vale diretamente para as empresas que contratam a Samsung para fazer seus chips, mas pode afetar os consumidores indiretamente com o repasse no produto final. O reajuste, segundo a Reuters, seria uma estratégia para transformar o período de escassez em oportunidade para reforçar a rentabilidade.

Os aumentos variam conforme a sofisticação do processo de litografia e a localização da empresa contratante. Para os componentes produzidos no processo de 4 nanômetros, por exemplo, as marcas chinesas e americanas pagarão de 10% a 15% a mais.

A arquitetura de 5 nanômetros (SF5) também sofreu um reajuste de 10% a 15%, enquanto os wafers baseados na tecnologia mais antiga de 8 nanômetros ficaram quase 10% mais caros.

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Alta demanda por infraestrutura de IA é o principal motor por trás dos reajustes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A movimentação acontece justamente quando a TSMC, atual líder isolada do segmento, atingiu o limite técnico nas linhas de produção. A empresa taiwanesa vendeu antecipadamente toda a sua produção de componentes de 3 nanômetros até 2027 e comprometeu sua capacidade de 2 nanômetros até o fim de 2026 para abastecer clientes como Apple, Nvidia e AMD.

Sem possibilidade de aceitar novas encomendas no curto prazo, a companhia é outra que também avalia adotar reajustes de até 10% a partir de janeiro de 2027.

Fonte: Tecnoblog

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