Desenvolvedores já burlam nova marca d’água de texto do Claude

Poucas horas após a Anthropic detalhar o funcionamento da marca d’água invisível que começará a acompanhar textos gerados e editados pelo Claude, desenvolvedores começaram a publicar ferramentas supostamente capazes de enfraquecer ou remover o sinal.
O primeiro código foi criado pelo programador Guillaume Meyer e rapidamente se espalhou, somando mais de 100 mil colaboradores no GitHub. Ele disse no X que criou o removedor como um teste e que não é contra a identificação de conteúdos, mas “contra a técnica de marca d’água”.
O detector do Claude está sendo implementado na esteira da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia, que passou a exigir a sinalização de conteúdos gerados por IA. Cerca de 190 organizações já assinaram o código de conduta. A marcação em textos deve se tornar um padrão no setor até o fim deste ano.

A marca d’água da Anthropic funciona por meio de um padrão estatístico criado durante a escolha de palavras. Quando o Claude decide entre termos equivalentes, o sistema usa uma chave para orientar parte dessas escolhas e deixar uma assinatura detectável.
A própria empresa ressaltou que alterações mesmo que pequenas podem enfraquecer a marca. É nisso que a ferramenta de Meyer aposta: o texto é reescrito, até mesmo mais de uma vez, com ajuda de outro modelo de linguagem que não usa a mesma marcação.
Outros métodos também surgiram rapidamente com processos parecidos, sempre envolvendo mudanças em sinônimos e na ordem das frases. Como a detecção depende de um padrão, essas alterações podem ser suficientes para reduzir a chance do texto ser classificado como sintético – sim, algo que poderia ser feito com uma simples revisão do conteúdo por um ser humano.
Fonte: Tecnoblog
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