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Cinema · · 3 min de leitura ·

Quentin Tarantino fala sobre Django Livre em entrevista exclusiva

Quentin Tarantino fala sobre Django Livre em entrevista exclusiva




Cultuado diretor fala sobre a estreia em faroestes e sobre o trabalho com nomes como Jamie Foxx e Leonardo DiCaprio. A estreia acontece em janeiro de 2013.

Falta menos de um mês para o lançamento de Django Livre no Brasil, que acontece em 18 de janeiro de 2013. Enquanto a data não chega, os fãs de Quentin Tarantino podem conferir essa entrevista exclusiva com o cultuado diretor, cedida ao AdoroCinema pela Sony Pictures. Ele falou sobre como foi trabalhar com Jamie Foxx, Leonardo DiCaprio e Christoph Waltz. Confira como foi o bate papo!

Levou um longo tempo até você fazer um faroeste, algo sobre o qual você falava há bastante tempo. É um sonho que está se tornando realidade?

Eu sempre quis fazer um faroeste. Para mim, ter a oportunidade de fazer filmes já é a realização de um sonho, não importa quase seja o seu gênero. Quando eu estava rodando Cães de Aluguel, foi a realização de um sonho fazer um filme de gângsteres. Eu gosto da ideia de me arriscar em gêneros diferentes; um filme de guerra, de gângsteres, um filme de artes marciais e agora, um faroeste. Eu sempre gostei de faroestes, e tiveram alguns elementos de faroeste nos demais, então, na verdade, depois de disfarçá-los algumas vezes – sobretudo no caso de Kill Bill – Volume 2 e Bastardos Inglórios – é ótimo poder agora fazer um faroeste propriamente dito. E mesmo assim, não se trata de um faroeste propriamente dito, porque se passa no sul dos EUA. Até nesse ponto, eu estou distorcendo um pouco os fatos.

Sim, mas também tem um aspecto interessante que é o fato de um italiano, Franco Nero, ter interpretado Django naquele primeiro filme. E teve também outro com Terrence Hill, intitulado Django, Prepare a Coffin, em que ele, obviamente, interpreta o mesmo personagem. Mas, depois, há outros 39 filmes de Django que não têm qualquer ligação com Django, e às vezes, nem têm um personagem chamado Django neles. Então, eu acho que nós nos inserimos numa longa lista de sequências oficiosas de Django com algo além do personagem de Franco Nero. Entretanto, ao mesmo tempo, fazer com que ele liberte um escravo é uma coisa legal, e ainda inserimos na mistura algo único, esse alemão como um dentista caçador de recompensas! (risos)

Nós nos encontramos, e ele foi simplesmente fantástico. Ele compreendeu a história, o contexto da história e a importância histórica do filme. Ele atua por mim, ele atua pelo cinema, atua por si mesmo, mas também atua pelos seus ancestrais. Ele tem a oportunidade de fazer as coisas que os seus ancestrais não puderam. É uma história muito importante para ele e para a sua raça; e para pessoas de todas as raças e para todos os americanos. E ele compreendeu isso. Ele entendeu 100%. Ele é um ator fantástico e tem o físico perfeito para o personagem, mas tem o aspecto de que ele é um caubói; tem algo de caubói nele. Quando eu o conheci, pensei que, se escalassem negros nas produções de faroeste da TV nos anos 1960, eu podia imaginar o Jamie tendo seu próprio programa de TV. Ele fica ótimo…

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