Golpes online fazem parte da vida de 45 milhões de brasileiros, mostra estudo

Golpes online já atingiram cerca de 45 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais, o equivalente a 32% da população que acessa a internet no país. Os dados fazem parte da Pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, divulgada nesta segunda-feira (31/08) pelo Cetic.br, departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) que cuida de estatísticas e indicadores sobre o uso da internet no Brasil. O NIC.br também é a entidade responsável pela gestão dos domínios .br.
O Tecnoblog teve acesso ao estudo, que detalha os canais usados nessas abordagens. Os aplicativos de mensagem são o principal meio usado pelos criminosos e aparecem em 84% dos casos, mas as ligações telefônicas e o SMS, métodos mais tradicionais, surgem logo depois, com 79% e 71%, respectivamente. Ou seja, mesmo quem navega pouco pela internet está sujeito a golpes que envolvem dados pessoais.

Os criminosos não dependem de um único meio para abordar as vítimas. Aplicativos de mensagem são o canal mais citado, presentes em 84% dos relatos, seguidos por ligações telefônicas (79%). Sites e aplicativos falsos aparecem em 71% dos casos, mesma proporção registrada para mensagens SMS. E-mails e redes sociais foram mencionados por 69% e 67% dos entrevistados, respectivamente.
O dispositivo usado para acessar a internet também parece influenciar o tipo de exposição. Entre quem acessa a rede pelo celular, foram mais frequentes os relatos envolvendo sites e aplicativos falsos. Já um acesso mais limitado à internet pode dificultar a adoção de ferramentas e práticas de segurança, ampliando a vulnerabilidade diante dessas abordagens.

Os golpes que usam dados pessoais já fazem parte da experiência de uma parcela significativa dos entrevistados. Segundo a pesquisa, 32% afirmam ter sido abordados por cibercriminosos, enquanto 20% dizem ter sido efetivamente enganados. Os resultados indicam que a exposição não está restrita a quem faz uso intenso da internet: os criminosos também recorrem a canais tradicionais para alcançar as vítimas.
O fator emocional aparece como uma das principais brechas exploradas pelos golpistas. Segundo o estudo, 58% dos entrevistados se consideram mais vulneráveis a esse tipo de abordagem quando estão passando por situações de mal-estar ou estresse emocional. O impacto dos golpes também é diverso: 48% relatam roubo de dinheiro, 43% perda de acesso às próprias contas, 42% dívidas contraídas em seu nome e outros 42% roubo de dados sensíveis.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.