IA da China apontou milhares de bugs no Linux

O sistema operacional de código aberto Linux teve diversas falhas apontadas por uma inteligência artificial chinesa. O modelo GLM-5.3, da Z.ai, encontrou mais de mil vulnerabilidades a mais na versão 7.2 do OS em relação à anterior, Linux 7.1.
Essa identificação marca um grande salto em relação ao volume de CVEs (Common Vulnerabilities and Exposures, em inglês) registradas em cada lançamento desde maio de 2024, com o Linux 6.9. Contando a análise mais recente, já na versão 7.2 lançada no último dia 26 de agosto, cerca de 2 mil falhas já foram solucionadas.
A expectativa é de que a próxima varredura identifique ainda mais CVEs, seguindo a crescente evolução das IAs envolvidas. Segundo o site TechSpot, a maior parte desses bugs apontados pelos agentes de IA são inofensivos, afetando apenas drivers e recursos já considerados obsoletos.
O aumento significativo de bugs registrados a partir do kernel Linux 7.0, liberado em fevereiro, chama atenção. Nos últimos dois anos, a média era de 500 CVEs registradas por lançamento. Entre o 6.19, de fevereiro, até o 7.1, disponibilizado em junho, esse número praticamente triplicou, chegando bem perto das 2 mil novas falhas identificadas na última atualização.

Consideradas as mais de 40 milhões de linhas de código utilizadas nos sistemas Linux kernel, muitas vulnerabilidades ainda podem ser descobertas nas próximas varreduras. Entre os bugs estão, por exemplo, drivers voltados para peças descontinuadas, códigos obsoletos, erros de coding entre outros exemplos.
Antes mesmo da chegada do mais recente Linux 7.2, o criador do sistema operacional, Linus Torvalds, destacou o grande volume de correções feitas via IA que a nova versão traria. Isso também vale para a próxima versão baseada no kernel, 7.3. Segundo ele, esse é o “novo normal” do Linux.
Fonte: Tecnoblog
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