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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Ministério Público acusa Trocafone de envolvimento em megafraude; empresa nega

Ministério Público acusa Trocafone de envolvimento em megafraude; empresa nega

O Ministério Público de São Paulo investiga a participação da Trocafone, uma das principais varejistas de celulares usados e recondicionados do Brasil, em um esquema criminoso de receptação e revenda de celulares roubados. A investigação integra a Operação Frankmobile, que apura o destino de celulares furtados em São Paulo. 

Um dos focos da operação está na participação de grandes empresas de aparelhos seminovos e recondicionados na cadeia de comercialização. De acordo com o relatório do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o cruzamento de dados fiscais encontrou 759.300 celulares cujos IMEIs apareciam em notas fiscais de venda, mas não tinham registro correspondente em documentos de entrada ou compra regular.

A investigação financeira também identificou 18 relatórios de operações atípicas produzidos pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) entre 2018 e 2024, envolvendo movimentações que somam R$ 95,8 milhões. O GAECO afirma ainda ter identificado 1.299 depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, comportamento que, segundo o órgão, pode estar relacionado à ocultação e lavagem de dinheiro. Foram bloqueados R$ 5 milhões em contas e bens dos investigados.

Viaturas da Polícia com luzes acesas durante a Operação Frankmobile em São Paulo
MPSP mobilizou mais de 1.700 agentes (imagem: reprodução/Ministério Público de São Paulo)

A operação mobilizou mais de 1.700 agentes do Ministério Público, das polícias Militar e Civil e de diferentes órgãos públicos nesta quinta-feira (10/09). Foram cumpridos 84 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão temporária em São Paulo e Goiás.

Segundo o MPSP, a investigação durou cerca de dois anos e identificou uma cadeia criminosa dividida em quatro núcleos. O primeiro seria responsável por furtos e roubos; o segundo, pelo desbloqueio dos aparelhos e acesso a contas bancárias e dados das vítimas; o terceiro, pela adulteração de IMEI e revenda; e o quarto, pelo desmonte dos celulares e comercialização das peças.

Procurada pelo Tecnoblog, a Trocafone negou envolvimento no esquema investigado e afirmou que opera de forma lícita. A empresa afirma que “exerce atividade empresarial lícita e nega completamente que sua estrutura seja utilizada para conferir aparência de legalidade a aparelhos, peças ou recursos de origem criminosa”.

Fonte: Tecnoblog

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