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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Google leva multa de 403 milhões de euros por coletar dados de localização

Google leva multa de 403 milhões de euros por coletar dados de localização

A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC, na sigla em inglês) multou o Google em 403 milhões de euros (cerca de R$ 2,3 bilhões) nesta segunda-feira (21/09). A penalidade é fruto de uma investigação sobre a forma como a gigante de tecnologia coletou, tratou e reteve dados de localização de usuários.

A autoridade irlandesa concluiu que a big tech violou as regras do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR), segundo a agência Reuters. As infrações foram identificadas em três recursos oferecidos aos usuários entre 2018 e 2020:

Essa não é a primeira vez neste ano que o Google sofre uma sanção milionária na Europa. Em julho, a Comissão Europeia puniu a big tech em 890 milhões de euros (R$ 5,2 bilhões) por favorecimento dos seus serviços na busca e na Play Store no Android, incluindo ferramentas proprietárias de compra e formas de pagamento.

Em janeiro, outra derrota: a Justiça do bloco europeu decidiu pelo pagamento de uma multa que chega a R$ 25 bilhões por abuso de posição dominante, em um caso que se arrastava desde 2016.

Ilustração gráfica vibrante centralizada no logotipo icônico da letra "G" do Google, com seu gradiente característico de cores (vermelho, amarelo, verde e azul) inscrito em um círculo branco com borda cinza-clara; ao fundo, formas geométricas abstratas em tons primários vivos de azul, verde, amarelo e vermelho expandem-se a partir do centro sobre uma textura bege levemente granulada, trazendo o logotipo do portal "tecnoblog" posicionado no canto inferior direito em letras brancas.
Empresa teria dificultado controle sobre dados pessoais, diz comissário (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A apuração apontou falhas graves na transparência, na legalidade e na equidade do tratamento desses dados pessoais.

Segundo o comissário-adjunto do DPC, Graham Doyle, os usuários muitas vezes não tinham conhecimento do uso das próprias informações geográficas para fins de monetização ou perfilamento comportamental, e que isso leveva a perda do “controle sobre seus dados pessoais”. Ainda segundo Doyle, a “retenção de dados de localização dos usuários por mais tempo do que o necessário agravou essa perda de controle”.

Fonte: Tecnoblog

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