
O que você precisa saber
Filamentos de níquel alinhados e água. Esta é a composição do novo robô aquático — o primeiro deste tipo — desenvolvido por pesquisadores da Universidade Northwestern, nos EUA.
O humanoide pode andar na velocidade humana, coletar e transportar objetos, subir trajetos íngremes e até “dançar break” para se livrar de partículas indesejadas.
Inspirado em criaturas marinhas, o robô chama a atenção logo de cara por conta de sua simplicidade: uma pequena estrutura em “x”. Esqueçam os fios, controles remotos ou hardwares complexos. O robô é ativado com luz e caminha na direção de um campo magnético rotativo externo. Tudo isso debaixo d’água, é claro.
“Projetamos materiais suaves com inteligência molecular para permitir que se comportem como robôs de qualquer tamanho e desempenhem funções úteis em espaços minúsculos, subaquáticos ou subterrâneos”, afirmou Samuel I. Stupp, que liderou a pesquisa experimental.
Combinando movimentos de caminhada e direção, é possível programar sequências específicas de campos magnéticos, possibilitando deslocamentos em superfícies planas ou inclinadas do robô aquático.
O robô também foi projetado molecularmente para reconhecer e remover partículas indesejadas que possam fixar-se em sua estrutura. Após identificar o elemento, ele gira no solo (quase como um passo de break dance) até desvencilhar-se da partícula.
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