‘Cyberpunk’ é um ‘aviso’ sobre o futuro, afirma criador

Eis que, após oito anos, o tão esperado ‘Cyberpunk 2077’ foi lançado. Apesar de ser uma obra de ficção, o título, que coloca o jogador em um universo distópico, possui desconfortáveis semelhanças com o nosso mundo.
O game é baseado em uma série de jogos de tabuleiro criados no fim dos anos 1980 por Mike Pondsmith. Em entrevista à BBC, o desenvolvedor da obra original revelou que suas criações funcionam como um “aviso, não uma inspiração. Não deveríamos pensar em chegar a isso”.
Pondsmith se refere à situação da sombria Night City, cidade em que ‘Cyberpunk 2077’ se passa. O local é dominado por megacorporações gananciosas, melhorias cibernéticas ilegais e muita violência.
“Cyberpunk é um futuro distópico, que fica a cerca de cinco minutos de nossa existência atual. A tecnologia está alguns degraus acima, mas neste universo em particular, ela não é boa para as pessoas. A poluição aumenta a cada dia, o crime também, e a desigualdade social e econômica é simplesmente aceita”, continua Pondsmith.
O futuro presente no game não mostra apenas uma situação preocupante em relação ao meio ambiente. “Em algum momento, você olhará para as mãos do personagem e dirá ‘uau, minhas mãos são de metal até os cotovelos? Bem, isso é meio assustador, parece meio errado’”, comenta o criador.
Por fim, Pondsmith afirma que sente “como se nosso tempo estivesse se esgotando e precisamos começar a nos organizar”. Mesmo assim, ele é otimista e diz que vê “sinais de que as pessoas estão se recompondo”.
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