Entrevista – Marcelo Galvão fala de seu filme Colegas e da campanha “Vem, Sean Penn!”

Depois de conquistar prêmios e uma boa receptividade no circuito de festivais, a aventura chega nos cinemas, turbinada pela campanha que convida o ator Sean Penn a prestigiar a estreia ao lado de Ariel Goldenberg, ator do filme e fã do astro de Hollywood. Veja como foi o nosso papo com o realizador do longa.
O cineasta Marcelo Galvão vem curtindo o sucesso de seu mais novo projeto no circuito de festivais. E a animação dele com a chegada de Colegas, finalmente, nos cinemas, é o que você poderá conferir no papo que ele teve com a gente . Além disso, ele fala sobre a campanha "Vem Sean Penn!", que caiu nas graças da comunidade artística e do público. Veja os melhores momentos dessa entrevista exclusiva para o AdoroCinema.
Colegas é o seu quinto longa e tem uma pegada mais popular, procurando falar mais com o grande público. É diferente de seus outros filmes? Isso foi intencional ou uma consequência do argumento?
Marcelo Galvão – Mesmo fazendo com dinheiro próprio e não incentivado, sempre faço pra o público se divertir. Eu não faço pra mim. A diferença entre eles com relação ao Colegas é que ele é grande, com mais locações e assim tem atributos mais comerciais. O Quarta B (2005) foi feito todo numa sala de aula e existe esse preconceito de algumas pessoas dizendo: "pô, se passa todo num lugar só, não vou assistir". Eu sei que isso não torna ele popular, mas existe uma comunidade grande alucinada por ele. Foi Melhor Filme pelo voto popular na Mostra de São Paulo. O Rinha (2008) também se passa apenas em uma locação, mas é totalmente comercial. Tem mulher bonita, carrão, uma história com uma pegada mais pesada, lutas reais, que são atrativos e é falado em inglês, que gera um púbico lá de fora.
Esse é o problema. Eles passaram somente em festivais. Nenhum deles foi para os cinemas. As pessoas que conhecem são as que frequentam festivais. Colegas é um filme que eu consigo colocar numa sala de cinema, criar uma campanha em volta dele. É o primeiro filme meu que as pessoas vão conhecer o meu trabalho.
Era mais ou menos por aí primeira pergunta, quer dizer, é o teu quinto trabalho e o mais conhecido, talvez, seja Bellini e o Demônio, com Fábio Assunção?
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