Cybercode
Adorocinema
Adorocinema
Cinema · · 2 min de leitura ·

Entrevista exclusiva com Caetano Gotardo, de O Que Se Move

Entrevista exclusiva com Caetano Gotardo, de O Que Se Move




O Que Se Move chega aos cinemas brasileiros após passar por alguns festivais em 2012. Confira nossa entrevista completa com o diretor do filme.

Premiado no Festival de Gramado e na Semana dos Realizadores em 2012, O Que Se Move chega agora ao circuito comercial. Aproveitando o lançamento do filme, o AdoroCinema bateu um papo exclusivo com o jovem diretor e roteirista Caetano Gotardo, que falou sobre a ideia para o projeto, a escolha do elenco, a opção por inserir números musicais e ainda sobre seu próximo projeto. Confira a entrevista na íntegra!

A primeira ideia surgiu de três notícias de jornal, de coisas que aconteceram no Brasil no início dos anos 2000. Cada uma aconteceu separadamente e, quando eu as li, fiquei muito comovido. Elas me afetaram muito, cada uma a seu momento. E elas persistiram por bastante tempo no minha memória e foi me dando a sensação de que eu queria me aproximar delas de alguma forma. Mas eu demorei um tempo para ter a sensação de que eu tinha um olhar sobre elas. Só quando eu comecei a pensar nas três histórias juntas que começou a fazer sentido. Foi aí que isso se configurou para mim como uma possibilidade de filme.

Em nenhum momento eu tive a ideia de dar conta dessas histórias como histórias reais. Desde o início eu tomei as notícias como um ponto de partida a partir do qual eu criei livremente os personagens. O que me interessava mais claramente era tentar imaginar esses personagens e tentar me aproximar deles, com um olhar atento, dedicado, que não os condenassem. A ideia era imaginar ao redor desses fatos mais trágicos uma vida cotidiana.

Como foi inserir a música no filme? Como é esse seu interesse com o cinema de gênero?

A ideia das canções veio justamente dessa vontade de não condenar estes personagens puramente ao sofrimento. Eu senti muita a necessidade de criar algum espaço dentro do filme para os personagens respirarem e existirem um pouco de outra maneira. Eu comecei a me concentrar na ideia das três mães, que seriam as condutoras emocionais do filme e me pareceu que seria interessante dar a essas mães um momento de transportamento. E não só para estas personagens, mas para o próprio filme ter este momento de transportamento de linguagem, da linguagem realista musical. Eu gosto muito de musicais, gosto de pensar a música cenicamente.

Publicidade