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Cinema · · 3 min de leitura ·

Cannes 2013: Matt Damon e Michael Douglas vivem os excessos e o brilho de Behind the Candelabra

Cannes 2013: Matt Damon e Michael Douglas vivem os excessos e o brilho de Behind the Candelabra




Finalmente, a imprensa mundial e os fãs do cineasta Steven Soderbergh puderam ver o seu mais recente trabalho, aqui Festival de Cannes, no mesmo dia que o drama Grigris. Veja um panorama rápido das duas exibições e a reação da plateia. 😉

Mais um dia de maratona cinematográfica aqui no Festival de Cannes e ela começou bem cedo (como sempre), com a estreia do aguardado, e talvez, último filme de um cultuado cineasta. Além disso, vimos também um documentário de um polêmico diretor e uma coprodução da República do Chade com a França.

Legal 🙂 Mais de 20 anos após ter brilhado em Cannes com seu primeiro longa, Sexo, Mentiras e Videotape, Steven Soderbergh retorna ao ponto de partida de sua carreira vitoriosa com esta produção realizada pelo canal de TV HBO. Behind the Candelabra conta a história do famoso e brilhante (nos dois sentidos) pianista Liberace, que fez muito sucesso nos anos 70 e 80. Michael Douglas vive o protagonista e Matt Damon encarna o caso amoroso que durou anos, mas acabou terminando de maneira turbulenta ao expor a homossexualidade de ambos, assunto tabu na época. Com boa química dos atores em cena, o filme funciona, tem cenas de forte impacto visual e não é "agressivo" ao explorar o tema, sempre polêmico. Pelo contrário, dá para dizer que a opção foi por uma abordagem leve e muito bem humorada. Foi bem recebido pela plateia, que aplaudiu longamente ao fim da sessão.

Valendo 😉 Exibido na Sessão Especial, fomos lá conferir Weekend of a Champion, documentário produzido por Roman Polanski, sobre o inglês campeão Jackie Stewart, um astro das pistas e amigo do cineasta. A obra é de 1972, pode soar datada (claro), mas seu valor histórico é intereressante por ter sido exibida pouquíssimas vezes e ter sido premiada no Fesival de Berlim. Fã assumido da corridas, em alguns momentos é quase um fim de semana com meu ídolo, como a foto acima revela, mas mostra muito mais que isso, como um diálogo incrível entre Stewart e François Cevert, o francês galã das pistas e companheiro de equipe, que viria a morrer no ano seguinte. Detalhes como acerto de pedais, relação com os fãs, preparativos para a corrida, no caso em Mônaco, tá tudo ali devidamente documentado. É combustível de sobra para os amantes das corridas.

Não colou 🙁 O cineasta Mahamat-Saleh Haroun já fez bonito aqui na Croisette ao levar o Prêmio do Júri em 2010 por Um Homem que Grita. Agora, ele retorna à competição com Grigris, produção franco-chadiana sobre um jovem de 25 anos, dividido entre o prazer de dançar (ele dança muito!) e a necessidade de fazer dinheiro para tocar a vida. Para isso, ele tira fotos, ganha uns trocados em seus shows, mas acaba se envolvendo com traficantes de combústivel e aí a coisa complica, principalmente, porque o volume do dinheiro é proporcional ao tamanho do perigo. Exibido nesta terça-feira, 21, o filme provocou (estranhos) risos da plateia num momento de violência e recebeu aplausos mornos (e curtos) ao fim da exibição. O longa carece de ritmo e sua…

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