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Cinema · · 3 min de leitura ·

Cannes 2013: Matt Damon esbanja bom humor e Michael Douglas se emociona na coletiva de Behind the Candelabra

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E para quem estava doido para saber se este seria mesmo o último filme de Steven Soderbergh, o assunto veio à tona e o cineasta respondeu. Veja um panorama do que foi conversado com o trio na bem humorada entrevista.

Depois da exibição do filme Behind the Candelabra, os atores Matt Damon, Michael Douglas, o diretor Steven Soderbergh e o produtor Jerry Weintraub, foram direto para a coletiva de imprensa, que também acontece no Palácio dos Festivais. Veja como foi a conversa!

Brincando com idade dos outros na mesa, o produtor Jerry Weintraub disse que era o único na mesa velho o suficiente para ter conhecido o pianista em carne e osso. "Ele era um cara fantástico, sabia receber… Tinha esse segredo sobre a homossexualidade e tinha que esconder porque as mulheres eram loucas por ele". Douglas disse que tinha 12 anos quando o encontrou ao lado do pai (Kirk Douglas): "Tinha tantas jóias que brilhava ao sol. Ele é o pai de astros como Elton John, Lady Gaga…". O cineasta contou que era criança, não entendia muito bem o fascínio de sua família por ele e que pensou em fazer o filme na época de Traffic (2000).

Sobre o convite para o personagem, Douglas disse que adorou na época e se emocionou ao lembrar que isso aconteceu após a sua luta contra o câncer. "O papel é maravilhoso e foi um presente para mim". Disse também que treinou bastante o movimento das mãos para a primeira (e muito boa) cena em que ele aparece ao piano. Damon contou que não tinha certeza se conseguiria fazer seu personagem, mas que confiava no instinto do diretor.

Soderbergh contou que ouviu muitos dizerem que o interesse do filme seria somente de público gay e que o fato de estrear agora, durante esses avanços com o casamento de pessoas do mesmo sexo em 13 estados americanos e em outros países, é somente uma coincidência. Sobre o fato de ter sido produzido pela HBO é como a coisa que tem acontecido, é do momento e legal, porque já dá para saber que mais pessoas verão o filme. Douglas disse que o problema não era o fato do filme ser gay, mas sim porque o cinema independente sofre com os grandes projetos.

Matt Damon lembrou que este era o sétimo trabalho com o diretor. Contou que foram 33 dias de filmagens, "o que é muito pouco para um filme de época", afirmando ainda que Steven mostrava tudo para eles no mesmo dia em um site. "De noite, eu podia ver o que fizemos durante o dia. Ter acesso a informações como essas quando se é ator é importante. Eu nunca tinha visto nada parecido". Michael aproveitou a deixa para informar que eles terminaram de filmar numa sexta-feira e na segunda-feira já tinha o primeiro corte.

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