Cannes 2013: Only God Forgives divide opiniões e La Vie d

Filme protagonizado por Ryan Gosling recebe aplausos e vaias, enquanto o longa estrelado por Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos, foi pura "excitação". O que aconteceu no oitavo dia do festival você descobre nas linhas a seguir.
Quarta-feira foi um dia de surpresas aqui no Festival de Cannes. Isso porque um dos filmes mais aguardados por boa parte da crítica, simplesmente, decepcionou, enquanto um outro, com três horas de duração, surpreendeu.
Regular :/ Drive dispensa maiores comentários e sua aceitação mundo afora justifica a afirmativa. Então um longa dirigido pelo mesmo cara e com o mesmo ator também vai arrebentar? Only God Forgives está aí para provar que não. Repetindo a dobradinha, Nicolas Winding Refn e Ryan Gosling, infelizmente, decepcionaram a turma animada para ver algo instigante, de deixar inquieto na poltrona. Em vez disso, a história de um homem (Gosling), que vai enfrentar seus fantasmas para vingar a morte do irmão, não funcionou. E uma das razões está na dificuldade de entender melhor os personagens e, por consequência, se envolver com eles. Estranhamente, isso vale para o protagonista e quem acaba roubando a cena é Kristin Scott Thomas no papel de uma mãe inescrupulosa. Assim, ao fim da sessão, acredite, o filme recebeu aplausos e também vaias, as primeiras do evento. :/
Legal 🙂 Ele coleciona prêmios no circuito francês de festivais, mas estreia em Cannes e sua primeira vez pode ser inesquecível. Abdellatif Kechiche escreveu e dirigiu La Vie d'Adèle, adaptado dos quadrinhos, revelando uma trama que aborda as questões da sexualidade na juventude. Como resultado, o público viu um filme pra lá de quente, de conteúdo erótico forte (escancarado mesmo) e longo. Tanto as cenas quanto o filme, que tem quase três horas de duração. Nele, uma jovem estudante de formação mais caretinha, apesar de gostar de meninos, se apaixona loucamente por uma artista plástica. Disposta a seguir com a relação, ela precisa esconder sua opção, mesmo que momentânea, para evitar o preconceito de amigos e família. No elenco, a desconhecida Adèle Exarchopoulos atua com deliciosa naturalidade e divide a cena (e a cama) com Léa Seydoux. Filme terminado, os aplausos vieram e logo começaram os comentários sobre as sequências de sexo explícito.
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