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Cinema · · 3 min de leitura ·

Cannes 2013: Vaias para The Immigrant, de James Gray, e aplausos para os vampiros de Jim Jarmusch

Cannes 2013: Vaias para The Immigrant, de James Gray, e aplausos para os vampiros de Jim Jarmusch




Filme do cineasta americano estrelado por bambas, como Joaquin Phoenix, Marion Cotillard e Jeremy Renner, foi vaiado, enquanto Tom Hiddleston e Tilda Swinton, na pele dos modernos sugadores de sangue de Only Lovers Left Alive, fizeram a cabeça do pessoal.

Esta sexta-feira, 24, foi dia de dois James apresentarem seus trabalhos aqui no Festival de Cannes e para um deles a coisa não foi nada boa, com muitas vaias em meio aos poucos aplausos após a sessão. Já o outro longa, do cara mais conhecido como Jim, divertiu e recebeu aplausos ao final de sua exibição. Veja como foi.

Decepção 🙁 Essa é a melhor palavra para definir este recente trabalho de James Gray, cineasta americano com bons serviços prestados ao cinema, tanto que dos seis longas de sua carreira, cinco receberam indicações a Palma de Ouro. Um deles é este The Immigrant, mas se depender da opinião da crítica especializada, é carta fora do baralho. E a gente faz coro porque o roteiro é pouco convincente, os personagens são inconsistentes, as atuações são exageradas (Joaquin Phoenix dá uma salvada) e a história sobre uma polonesa e sua irmã, que vão tentar a sorte no então "american way of life dos anos 20" não funcionou mesmo. Agora é aquilo, o filme fala sobre um tema que toca mister Steven Spielberg, presidente do júri, Gray é descendentes de judeus… Não é nada, não é nada, isso pode ser tudo. Agora, é aguardar para ver.

Surpresa =D Quando soubemos deste filme que entrou em cima da hora e com uma temática tão "na moda", como os vampiros, o sinal de alerta acendeu. Afinal, Only Lovers Left Alive foi dirigido por ninguém menos que Jim Jarmusch, um cara que tem sangue e rock na veia. E não deu outra. Estrelado por Tom Hiddleston e Tilda Swinton, dupla afinada e com caninos afiados, o longa ofereceu para a plateia uma divertida sucessão de referências musicais, literárias, históricas, entre outras coisas, batidas num "liquidi-crititificador" pop. O resultado é, no mínimo curioso, mas tem condições de deixar muita gente amarradona. E para quem, em algum momento, ficou preocupado com uma eventual influência da saga criada por Stephenie Meyer ou pela participação de uma atriz tida como fofinha (Mia Wasikowska) duas palavrinhas bastam: relaxe e sugue. Assim que estiver num cinema perto de você. Risadas durante a sessão e palmas ao final. Precisa dizer mais?

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