Cybercode
Adorocinema
Adorocinema
Cinema · · 3 min de leitura ·

A nova onda do cinema brasileiro

A nova onda do cinema brasileiro




Na esteira do sucesso de Gonzaga e Somos Tão Jovens, vários músicos terão suas vidas contadas no cinema nos próximos anos.

O desempenho comercial de filmes como De Pernas pro Ar, E Aí… Comeu? e Até que a Sorte nos Separe por vezes dá a impressão de que só as comédias conseguem fazer sucesso de bilheteria dentro do cinema brasileiro. Entretanto, em meio às risadas provocadas por Bruno Mazzeo, Leandro Hassum e companhia existe um gênero cinematográfico que, ano após ano, tem se fortalecido dentro do cenário nacional: as cinebiografias de músicos.

Se há dúvidas quanto ao sucesso, basta olhar os números: 2 Filhos de Francisco levou 5,3 milhões de pessoas aos cinemas; Cazuza – O Tempo Não Pára pouco mais de 3 milhões; Gonzaga – De Pai pra Filho atraiu 1,4 milhão de pessoas e o ainda em cartaz Somos Tão Jovens foi visto, até o momento, por 1,7 milhão de espectadores. Se Zezé Di Camargo & Luciano, Cazuza, Luiz Gonzaga e Renato Russo seguiram estilos musicais bem diferentes, pode-se dizer que, no cinema, todos trilharam o mesmo gênero.

Mas, afinal de contas, por que este tipo de filme tem feito tanto sucesso? Paulo Sérgio de Almeida, diretor do portal de análise do mercado Filme B, explica: "O brasileiro adora música e seus ídolos, cada um de sua maneira. Este é um espaço que a TV ocupa muito mal e geralmente o cinema se dá bem nestes casos. A TV não se interessa por algo deste tipo, por exigir muita pesquisa e ser caro, a não ser em momentos raros. Já o cinema tem feito com grande carinho, tanto nos documentários quanto na ficção. São lacunas que o público acompanha com grande prazer".

De olho neste filão, vários projetos têm surgido nos últimos meses e estão em diferentes estágios de produção. Se Tim Maia (foto) já está em plenas filmagens, e deve chegar aos cinemas em 21 de março de 2014, a cinebiografia de Joelma e Chimbinha, criadores da banda Calypso, ainda não saiu do papel. A previsão é que o longa chegue aos cinemas no próximo ano, apesar das filmagens ainda não estarem marcadas. De concreto há apenas a confirmação de Deborah Secco como intérprete de Joelma.

Outra cinebiografia que enfrenta problemas com atrasos é a de Pixinguinha, que será interpretado por Milton Gonçalves. O longa-metragem marca a estreia no cinema de Denise Saraceni, diretora com vasta carreira na televisão, e teve suas filmagens adiadas devido a um reajuste no orçamento. Apesar disto, a previsão é que Pixinguinha – Um Homem Carinhoso também chegue ao circuito comercial no ano que vem.

Publicidade