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Cinema · · 3 min de leitura ·

Brasileiro diretor técnico de efeitos especiais fala sobre a experiência em O Homem de Aço

Brasileiro diretor técnico de efeitos especiais fala sobre a experiência em O Homem de Aço




Conversamos via Skype com esse paulista que se aventurou pelo mundo da computação gráfica, trabalhou em grandes títulos e acaba de finalizar os trabalhos nos inéditos Godzilla e Thor: O Mundo Sombrio. Veja o nosso papo com Sandro Di Segni.;)

Um dos 20 filmes mais esperados do segundo semestre de 2013, O Homem de Aço, enfim, chega nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, 12, e o AdoroCinema já conferiu (leia a crítica). Neste mesmo dia, trocamos uma ideia rápida com um brasileiro que trabalhou nos efeitos especiais do filme.

Sandro Di Segni está há 15 anos fora do Brasil e os últimos quatro passou em Londres, de onde conversou conosco, após mais um dia na Double Negative, empresa com mais de 100 produções (muitas bem sucedidas), muitas indicações, prêmios e um Oscar por A Origem. Aliás, ele disse pra gente que Christopher Nolan curte bastante o trabalho deles, tanto que a trilogia do Batman passou por lá e o novo do Super-Homem também.

Ele contou para nós que participou de toda a sequência da nave inimiga sobre Metrópolis, do momento do raio gravitacional, quando as coisas são sugadas e depois largadas, da hora do buraco negro e também da briga entre o herói e o terrível Zod. Ainda na fase de produção, revelou que as sessões para ver o andamento do trabalho duravam meia-hora, tamanha era a quantidade de trabalho realizado.

Sobre o resultado final do trabalho, não esconde o orgulho de fazer parte do time. "O que é muito legal é que quando você assiste no cinema você não tem noção do que era real ou não. Tinha cena ali que era inteira em 3D. Os carros que passaram todos quebrados, por exemplo, a maioria eu que quebrei. Os prédios… quase tudo era 3D", dizendo que até o herói e Louis Lane, em algumas cenas mais longe, era computação. "É difícil até para nós dizer hoje em dia", concluiu.

Questionado sobre a velocidade das mudanças na área, foi taxativo: "É impressionante o que está evoluindo e a rapidez. As principais diferenças de um filme de um, dois anos atrás são os sistemas de emulação de fluidos e corpos rígidos, que a gente usa muito em efeitos. Água, fumaça, fogo… qualquer tipo de partícula. Eu usava muito particula e hoje uso muito mais fluido que particula por serem mais reais". Segundo ele, uma explosão, por exemplo, inclui uma simulação de fluido, que tem temperatura e combustível (que te dá o fogo e a fumaça grossa). "Normalmente, uma explosão tem uma onda de choque na frente e isso é uma outra simulação de fluido mais uma simulação de partícula. Ou seja, a simulação principal que é a explosão acompanha uma simulação de partícula e uma de corpo rígido. É muito elemento que vai fazer uma cena".

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