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Cinema · · 2 min de leitura ·

Festival de Brasília 2013 – Roteirista do filme mais chocante diz que deixou feitiçaria de fora

Festival de Brasília 2013 - Roteirista do filme mais chocante diz que deixou feitiçaria de fora




Diretores, produtores, atores e equipe técnica dos filmes em competição conversaram com jornalistas e profissionais da área presentes no debate. Veja um rápido panorama de como foi!

Dando continuidade ao Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, os profissionais envolvidos nas obras exibidas na sexta-feira de competição conversaram com jornalistas e outros profissionais ligados ao cinema. Abaixo, você tem um breve resumo do que foi dito pelos "donos" da noite.

O impacto de várias cenas de Hereros Angola (BA), de Sergio Guerra, é inquestionável. Isso foi percebido com a reação do público diante dos rituais de circuncisão e abate de animais, entre outros não menos traumáticos mostrados, na sala escura. Já na sala de debate, o roteirista e editor Marcelo Luna falou que eles tentaram não interferir em nada durante a captura desses momentos: “A gente esperava dias, se deslocava muito para conseguir registrar tudo. Usávamos um telefone via satélite para sabermos quando os rituais iriam

acontecer. O parto nós conseguimos captar depois de acompanharmos a gravidez e de ficarmos dias na aldeia especialmente para isso. Muitos momentos não estão no filme, como os rituais de feitiçaria e os julgamentos, que são extremamente refinados”, disse ele.

Filho do cineasta ausente do evento, João Guerra (foto) é um dos produtores executivos e ele falou sobre o projeto: “Meu pai tem uma enorme paixão por Angola. Ele mora há mais de 15 anos entre o Brasil e Angola. Numa das viagens que fez pelo país, tomou contato com os povos Hereros e viu que não havia quase nenhum registro sobre eles”. As imagens foram captadas em 2009 e só uma parte delas foi usada no corte final do longa, que contou com um tradutor em tempo integral acompanhando as filmagens e a edição.

Outro longa que dividiu opiniões na terceira noite do evento, Avanti Popolo (SP) foi definido pelo seu diretor como “um filme sobre a morte, a ferida, a solidão, o esquecimento, a desesperança”. Uruguaio radicado no Brasil, Michael Wahrmann complementou o raciocínio, estabelendo uma conexão direta com o cinema: “Hoje, eu não sei o que fazer com o cinema, o que fazer com os filmes, por que fazer cinema. É uma atividade que era difícil na época do Carlão (Reichenbach) e continua sendo até hoje. Fizemos um longa com orçamento de curta”.

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