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Games · · 3 min de leitura ·

Review: ‘Forza Horizon 5’ é festa para os olhos e desafio para os mais habilidosos

Review: 'Forza Horizon 5' é festa para os olhos e desafio para os mais habilidosos




A série ‘Forza’, da Turn 10 Studios e exclusiva do Xbox e do PC/Windows, não é só para quem curte jogos de corrida. É para quem ama carros e automobilismo. E isso se percebe na atenção aos detalhes, na reconstrução virtual dos modelos (incluindo detalhes internos), da física de como cada um deles responde diferente e até do ronco único do motor. Já ‘Forza Horizon’ é para quem gosta de tudo isso, mas com um toque caótico.

Desde seu primeiro título, lá em 2012, ‘Forza Horizon’ mistura o rigor da sua franquia-mãe com elementos que lembram mais outros jogos, como o clássico ‘Burnout’ e ‘Project Gotham Racing’, como manobras radicais e um mundo aberto a ser explorado. Por isso, sempre foi mais convidativo para os jogadores que não têm tanta segurança em se aventurar no simulador automobilístico que é ‘Forza’, ou se ligam mais no lado divertido das corridas.

E depois de nos levar aos festivais ‘Horizon’ nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Reino Unido, agora é a vez da Turn 10 explorar o cenário que, na minha opinião, traz mais rico e cheio de possibilidades da série até então: o México. Das praias da Riviera Maia, ao deserto da Baja Califórnia, passando pelo vulcão La Gran Caldera, ‘Forza Horizon 5’ é de longe o jogo mais bonito da franquia – e possivelmente um dos mais bonitos da geração atual. Estradas de asfalto, terra, lama e até trilhas no meio da floresta seguem a mesma regra, “se você pode enxergar, dá para dirigir”.

E o game já entrega tudo nos primeiros minutos. A sua introdução, que serve para dar um gostinho da ambientação e apresenta parte da dinâmica do jogo, já começa com um imenso avião “dropando” alguns dos modelos mais icônicos em diversos locais do mapa. O percurso inclui o Ford Bronco Badlands correndo no topo do vulcão, o Corvette Stingray 2020 rasgando o asfalto em direção a uma tempestade de poeira, o Porsche 911 Desert Flyer quebrando na selva densa e o Mercedes-AMG ONE a toda velocidade ao longo da costa rochosa do México.

De acordo com a desenvolvedora, o jogo contara inicialmente com 426 veículos de dezenas de montadoras, entre modelos clássicos e alguns dos mais modernos do mercado (e se seguir a fórmula dos seus antecessores, muitos outros virão por aí). E o pessoal da Turn 10 não tem preconceito com nenhum tipo de carro, já que você pode dirigir desde o totalmente elétrico Porsche Taycan Turbo S 2020 (um dos melhores do jogo, por sinal) até o Fusca 1963 da Volkswagen, que no México é conhecido como “Vocho”.

Outro diferencial da série é o clima de festival que o ‘Horizon’ traz. Na quinta instância do evento, o jogador já chega como uma superestrela, o piloto a ser batido. Logo após a apresentação, o primeiro passo é criar seu avatar dentro do festival. Embora limitado, o sistema de criação é bastante inclusivo, o que pode parecer até paradoxal. Você tem algumas opções pré-definidas para escolher, entre corpos masculinos e femininos, que podem ser combinados com vários penteados de múltiplas cores. Bem básico. Mas nos menus…

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