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Games · · 3 min de leitura ·

Review | ‘Crysis Remastered Trilogy’ é prova de como um game pode envelhecer bem

Review | 'Crysis Remastered Trilogy' é prova de como um game pode envelhecer bem




Lá pelos idos de 2007 e 2008, quando algum colega vinha pra junto de você para se gabar da potência do seu PC Gamer, só bastava fazer uma pergunta para saber se a máquina era boa de verdade: “roda ‘Crysis’ no máximo?”. O game de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela empresa alemã Crytek era a epítome do que era possível se fazer em termos gráficos em jogos eletrônicos. O santo graal do poder de processamento das placas de vídeo.

O jogo teve duas continuações de igual sucesso, ‘Crysis 2’ (2011) e ‘Crysis 3’ (2013), e agora, oito anos depois, uma coletânea remasterizada para a geração Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch, e otimizado para Xbox Series S|X e PlayStation 5 – além de PC, claro. A ‘Crysis Remastered Trilogy’ reúne os três títulos, rodando entre 1080p e 4K atingindo até 60 FPS (em comparação com os originais, que tinham uma resolução média de 720p e até 30 FPS).

Em termos gráficos, mais importante do que constatar que o visual dos jogos está melhorado (mas equivalente a títulos atuais) é dizer que eles passam a mesma sensação de jogar os ‘Crysis’ originais, na época. É pensar: “na minha cabeça, jogar ‘Crysis’ em 2007 era assim”. E como agora não preciso mais de um mini reator nuclear em casa para rodar esse game, a parte gráfica meio que fica de lado e é ressaltado outro aspecto dos jogos: que eles são três baitas games de ação.

O enredo da franquia gira em torno do Raptor Team, um grupo de militares de elite que usam “nanosuits”, armaduras tecnologicamente avançadas que garantem características sobre-humanas, como maior força física, velocidade, resistência e o poder de ficar invisível no melhor estilo Predador. E o que começa como uma missão secreta para repelir invasores norte-coreanos se transforma numa batalha apocalíptica em defesa da Terra contra invasores alienígenas (sim, as coisas escalam um pouco rápido).

É incrível como ‘Crysis’ envelheceu bem – algo raro para qualquer jogo da geração 32 bits em diante, antes disso eles parecem muito mais charmosos justamente por serem “retrô”.  Mas tem jogo lançado em 2021 para PC, XOne e PS4 que não roda tão bem quanto a trilogia remasterizada da Crytek. Toda dinâmica de usar os recursos do traje em ações furtivas ou para o combate de peito aberto (a escolha é sua) ainda funciona muito bem e não deve nada a jogos atuais com a mesma premissa.

A trilogia pode ser adquirida no pacote completo ou com os títulos separadamente. O primeiro ‘Crysis’ é o mais icônico de todos, mais jogado na época e provavelmente será o mais jogado no remaster também. ‘Crysis 2’ inova em certos aspectos da jogabilidade, mas a maior diferença é a troca de cenário, da selva para a cidade. ‘Crysis 3’ já era o mais impressionante de todos em termos gráficos, e é o que mais ganhou com a remasterização – a combinação das melhorias dos dois títulos anteriores faz dele o mais equilibrado.

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