Review | ‘Call of Duty: Vanguard’ prefere apostar seguro e poupa na ousadia

Não sei por que, mas em tempos recentes me cresceu a vontade de descer a lenha em nazistas, então ‘Call of Duty: Vanguard’ veio bem a calhar. O game marca o retorno da franquia principal à Segunda Guerra desde ‘Call of Duty: WWII’, de 2017, e foi lançado no último dia lançado em 2 de dezembro para PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series X|S, e em uma versão PC otimizada para Battle.net.
Porém, ao invés de retratar algum conflito real do período, o pessoal da Sledgehammer Games resolveu pegar um pouco do clima da série ‘Black Ops’ e contar o que seria a origem das forças especiais – um grupo de soldados de elite de diferentes países aliados – combatendo em quatro frentes do conflito e cumprindo uma missão tão vital quanto mortal na Alemanha.
Assim, o ‘Vanguard’ consegue colocar o jogador em todos os principais teatros do conflito: da Europa ocupada ao Pacífico, do Norte da África ao coração da União Soviética. Parece uma coletânea de melhores momentos dos títulos anteriores, com combates cinematográficos (e para isso, dão aquela “embelezada” na realidade da guerra) e uma mecânica que vem sendo refinada a cada novo game que chega às prateleiras.
A Força-Tarefa 1 é um time bem diverso (por incrível que pareça, considerando o estilo do jogo e as polêmicas na qual a Activision Blizzard vem sendo envolvida). O líder, Arthur Kingsley, é um paraquedista britânico negro, e também serve como narrador da trama. Ele é acompanhado por outro britânico, o sargento Richard Webb, o tenente especialista em explosivos australiano Lucas Riggs, o piloto norte-americano Wade Jackson e a sniper soviética Polina Petrova. Conhecemos a história de cada um deles por meio de flashbacks, enquanto são interrogados no quartel-general da Gestapo em Berlim.
Além de contar como o grupo foi formado, as missões servem também para explorar as mecânicas do jogo e o ponto forte de cada agente. Petrova, por exemplo, consegue rapidamente pular obstáculos e encontrar pontos de vantagem no mapa, inclusive verticalmente, de onde possa dar suporte como atiradora de elite. Na primeira missão controlando Wade, ocupamos o cockpit de uma aeronave aliada em meio à Batalha de Midway e quando controlamos Kingsley, é possível explorar comandos e ordens dadas a outros soldados.
Como em todo ‘Call of Duty’, a campanha principal tem um grande senso de escala sem perder a tensão individual da batalha. Não reinventa a roda dentro da franquia, mas aproveita tudo de bom que já foi feito e aposta na fórmula que vem dando certo há anos. Aposta, inclusive, em chamar nomes famosos da TV e do cinema para dar vida aos personagens. Em ‘Vanguard’, o rosto mais familiar é o de Dominic Monaghan (da trilogia ‘O Senhor dos Anéis’ e ‘Lost’), que interpreta o interrogador nazista.
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