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Games · · 2 min de leitura ·

Jornal diz que CEO da Activision sabia dos casos de assédio sexual na empresa

Jornal diz que CEO da Activision sabia dos casos de assédio sexual na empresa




As acusações de assédio moral e sexual dentro da Activision chegaram a um novo patamar com uma reportagem do Wall Street Journal, implicando o CEO da empresa, Bobby Kotick, de ter conhecimento prévio dos problemas bem antes de eles “estourarem” na mídia internacional.

A matéria veiculada no jornal tira sua base de uma série de documentos que lhes foram oferecidos por fontes, citando situações que pintam uma situação complicada ao CEO, que vão desde não agir diante de reclamações até falhar em notificar membros do board de investidores e diretores de acordos legais relacionados a um possível estupro.

Desde julho deste ano, a empresa por trás de franquias de jogos como Call of Duty, Crash Bandicoot e World of Warcraft, para citar algumas, vem sendo acusada de “permissividade de uma cultura de assédio sexual constante”. Desde então, a Activision vem se defendendo com unhas e dentes, prometendo acabar com o problema à medida que novos casos vêm tomando a luz na mídia – como um funcionário ter filmado mulheres dentro do banheiro das dependências da companhia.

De lá para cá, a Activision vem tentando reverter a imagem extremamente negativa trazida pela investigação levada contra ela pelo estado da Califórnia: em setembro, a Blizzard, sua subsidiária, criou um fundo de US$ 18 milhões (R$ 100,67 milhões) para auxílios variados às vítimas de assédio. Fora isso, mais de 20 pessoas em variados cargos foram demitidas ou pediram demissão, incluindo J. Allen Brack, o agora ex-presidente da Blizzard.

Claro, não ajudou muito o fato de que, em meio a tudo isso, Bobby Kotick recebeu US$ 155 milhões (R$ 867,09 milhões) como participação no lucro de quase US$ 9 bilhões (R$ 50,35 bilhões) da empresa – o que fez com que o público considerasse o fundo citado acima como sendo de valor irrisório ou insuficiente.

Nas divulgações mais recentes, o Wall Street Journal mostra uma série de e-mails e memorandos consideravelmente preocupantes: em alguns documentos, há diversos elogios e reconhecimentos oferecidos a funcionários que já haviam deixado a Activision durante os casos de assédio sexual – o que sugere que o material é recente.

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