O filme Olhos Frios surpreende na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Filme de suspense policial bastante envolvente foi uma das sessões do dia, que teve ainda dois dramas bem diferentes. Veja como foi!
Terceiro dia de maratona aqui em Sampa, três filmes "consumidos" e, mais uma vez, a surpresa veio da Coreia do Sul. Veja um rápido panorama deles e programe-se com as dicas das próximas sessões! 😉
Surpresa / Olhos Frios – Uma unidade da polícia especialista em investigações acaba de contratar um nova recruta. O chefão é extremamente experiente e valoriza demais a capacidade de percepção de seus comandados no que diz respeito ao olhar. Para ele, somente aqueles que conseguem enxergar o que está além do campo normal da visão podem se tornar grandes agentes. Para o azar dela, ou sorte, um criminoso começa a cometer crimes perfeitos e eles precisam entrar em ação. É quando começa um intenso jogo de gato e rato para saber quem é o mais esperto. Refilmagem de Eye in the Sky (Gun Chung/2007), Olhos Frios teve estreia forte em seu país e já é a quinta maior bilheteria de 2013, na Coreia do Sul. E é fácil entender a razão, pois o filme da dupla Joh Ui-Seok e Kim Byeong-Seo tem pegada de muito título de Hollywood, no gênero. Boa captura de imagens, edição ágil, sequências insanas de ação e uma trama bem elaborada, que se move constantemente para frente, envolvendo o espectador. Fazendo uso daquele clima do famoso seriado C.S.I., com fusões de imagens para marcar passagens de tempo, o roteiro equilibra bem doses de humor, suspense, efeitos especiais e trilha, com pegada de video game. Imperdível para os fãs do gênero. 😉
Regular :/ As Terras Frias – O jovem Atticus (Silas Yelich) vive com sua mãe (Lili Taylor) em um casa na mata e sem eletricidade. Ela evita o convívio com as pessoas, mas ambos vivem das sobras delas, catando coisas que são jogadas fora. O "conflito" com a civilização cobra a conta quando ela morre devido a uma doença não tratada e, seguindo os conceitos da mãe, o menino de 11 anos foge dos moradores da região, passando a viver sozinho, escondido e cometendo pequenos delitos para sobreviver. Um dia, ele é salvo de um perigo por um cara que tem um estilo de vida independente, do jeito que ele gostaria de ser, e os dois acabam formando uma inusitada amizade. O cineasta Tom Gilroy chegou a conquistar um 3º lugar no Festival de Toronto com seu primeiro longa (Spring Foward) e, agora, chega no Brasil com seu segundo projeto. O filme tem bonitas imagens, aborda o tema da morte de uma maneira incomum, flertando com a fantasia, e sua trilha sonora é boa demais. O roteiro do próprio Gilroy, no entanto, peca um pouco por não envolver mais o espectador, deixando a impressão que poderia ser mais bem amarrado. Entre as curiosidades, citações de Elvis Presley, o livro "Duna" e até Karatê Kid – A Hora da Verdade.
Bom 🙂 Henri – Um homem de meia idade e poucas palavras vive a sua rotina ao lado da mulher, com quem administra um restaurante, em uma pequena cidade. Quando a esposa morre, Henri (Pippo Delbono) fica desnorteado e…
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