Mostra SP: Jet Li detona no exagerado Espadas Voadoras

Astro do cinema de ação e das artes marciais protagoniza um dos filmes da tarde desta sexta-feira, enquanto outro personagem de origem oriental deixa no ar um certo clima de mistério, no filme Estação Liberdade, de Caíto Ortiz.
Dois filmes com traços orientais distintos temperaram o sétimo dia de Mostra SP, sendo um deles da China, protagonizado pelo astro Jet Li, e outro, do Brasil, sobre um filho de japoneses em busca de sua identidade. Veja um panorama rápido dos filmes e as próximas sessões! Programe-se!
Regular :/ Espadas Voadoras – No período da Dinastia Ming, duas forças de combate (Leste e Oeste) vivem se enfrentando na China. Durante o resgate de uma jovem perseguida pelo grupo inimigo, o procurado agente Zhao (Jet Li), do Oeste, acaba se expondo e acendendo uma antiga rixa entre ele o poderoso líder Yu, do Leste. É quando se aproxima uma forte tempestade de areia, que revelará um imenso tesouro perdido, reunindo no mesmo lugar as duas forças inimigas e ainda um bando de mercenários, sanguinários e loucos pela fortuna. Lançado no Brasil diretamente no mercado de vídeo com o título de O Retorno do Dragão – A Cidade Perdida (2011), esse filme de Tsui Hark teve orçamento de US$ 35 milhões e seu visual impressiona sob vários aspectos, entre eles os figurinos e alguns cenários. Cheio de lutas corporais, coreografias insanas e humor, que deve agradar os fãs do gênero, seus maiores golpes baixos foram o tamanho (longo demais), edição (bem confusa) e alguns efeitos especiais toscos, que poderiam ter sido evitados para garantir o impacto já alcançado por outros.
Asian Awards Film 2012 – Dois prêmios (figurino e efeitos visuais) e mais seis indicações
Bom 🙂 Estação Liberdade – Mario, filho de japoneses imigrantes, demonstra claros sinais de dificuldade de relacionamento e sua esposa não cansa de reclamar desta característica do marido. Seu dia a dia é pura monotomia. Fala pouco, parece ouvir menos ainda. Sem saber entender uma palavra do idioma de sua família, ele recebe uma carta do Japão, cheia de ideogramas indecifráveis, deixando-o ainda mais desconectado do mundo. Na volta para casa, Mário desce do último trem noturno na Estação Liberdade, tradicional bairro oriental de São Paulo, carregando com a mensagem misteriosa. É quando ele começa uma enigmática jornada em busca da sua própria identidade, encontrando pelo caminho personagens de todos os tipos. Premiado com o documentário Motoboys – Vida Louca, na 27ª edição da Mostra SP, Caíto Ortiz retorna para esta edição com seu terceiro longa, o primeiro de ficção. Estação Liberdade é um drama com um climão de mistério interessante, bom tratamento visual e até um leve flerte (na edição) com Réquiem para um Sonho. O roteiro foi escrito pelo cineasta com o apoio de outras seis mãos, entre elas a do parceiro Giuliano Cedroni, e buscando coerência com o protagonista de poucas palavras, quase não tem diálogos, usando imagens e situações para envolver o espectador. Selecionado entre os 10 filmes do…
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