Funcionários da Ubisoft publicam nova carta reiterando melhorias: “nenhuma demanda foi atendida”

Faz alguns meses que os funcionários da Ubisoft entraram em confronto com a desenvolvedora alegando que o ambiente de trabalho era tóxico e com casos graves de assédio, além de conduta imprópria e comportamento abusivo por parte de alguns colaboradores de diversas hierarquias. Agora, após a publicação de uma carta aberta em 2021 e negociações com a companhia, o grupo ‘A Better Ubisoft’, que luta em prol das melhorias, divulgou uma segunda declaração afirmando que “nenhuma de nossas demandas foram atendidas e a administração se recusa a se envolver.”
At 200 days since our open letter, we have the following statement. 2/4 #EndAbuseInGaming #ABetterUbisoft pic.twitter.com/nywe5eadHi
As denúncias contra a Ubisoft, que ocorrem desde 2020, veio a público através do site Kotaku. Após a divulgação da informação e declaração de alguns funcionários, a Ubisoft passou a sofrer pressão externa e interna por melhorias no ambiente de trabalho, bem como resoluções e penalidades para atos de abuso.
Em julho do ano passado, a Ubisoft divulgou um relatório revelando o receio de perder talentos e também a dificuldade que estava enfrentando para mantê-los. A empresa usou o documento para afirmar que a companhia estava lutando contra o comportamento tóxico e de assédio dentro da empresa e informou ainda que implementou um treinamento sobre assédio e machismo. Também houve a criação de um cargo de vice-presidente global de diversidade e inclusão.
Em setembro de 2021, Yves Guillemot, CEO da Ubisoft, também se desculpou com “todos que se machucaram” pela má conduta da desenvolvedora.
No entanto, ao que indica a recente declaração dos funcionários, “já se passaram 200 dias desde que assinamos nossa carta aberta e estabelecemos nossas quatro principais demandas” e quase nada foi feito. “Estamos cansados de ter que explicar repetidamente esses pontos aparentemente óbvios para uma equipe de gerenciamento que é acidentalmente ignorante ou simplesmente não quer ouvir”, diz um trecho do atual documento.
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