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Cinema · · 3 min de leitura ·

Harvey Keitel esbanja simpatia em encontro com estudantes de atuação, no Rio de Janeiro

Harvey Keitel esbanja simpatia em encontro com estudantes de atuação, no Rio de Janeiro




O cultuado ator dos filmes Cães de Aluguel, Pulp Fiction e Taxi Driver, entre muitos outros, conversou descontraidamente e fez a plateia rir com suas histórias da carreira. Confira um panorama desse encontro!

Harvey Keitel é conhecido dos cinéfilos de carteirinha por ter feito filmes incríveis e cultuados, como Pulp Fiction, e ter trabalhado com diretores famosos por razões diferentes, como Martin Scorsese (Taxi Driver), Quentin Tarantino (Cães de Aluguel), Paul Auster (Cortina de Fumaça), Jane Campion (O Piano), Ridley Scott (Thelma & Louise) e Barry Levinson, que com Bugsy rendeu para ele uma justa indicação ao Oscar. Mas a turma que não é tão ligada assim na carreira dele, também o conhece por acumular mais de 100 produções audiovisuais na carreira, tendo trabalhado em filmes de todos os tipos e gostos.

Em visita ao Rio de Janeiro para rodar Rio, Eu Te Amo (segmento Milagre, de Nadine Labaki), ele que preside o renomado Actors Studio ao lado de Ellen Burstyn, fez questão que o encontro "Q & A" (perguntas e respostas) mediado pelo cineasta Cacá Diegues (acima, a direita do ator convidado) e o produtor Leonardo Barros (Conspiração), tivesse presença maciça de estudantes de artes dramáticas. Em função dessa opção, as perguntas foram bem ligadas ao campo da atuação e o ator se mostrou um bom contador de "causos", arrancando risos da plateia, que encheu o Teatro Laura Alvim, em Ipanema (RJ), na manhã da última sexta-feira, 6.

Ele não quis adiantar nada sobre o novo filme, preferindo que as pessoas vejam. "Nadine escreveu uma linda história. Vocês deveriam ver", elogiando ainda as cenas de transição dirigidas pelo brasileiro Vicente Amorim. A trama conta sobre um homem estrangeiro que precisa usar um orelhão (telefone público) e um menino o impede porque afirma estar esperando uma ligação de Deus. Integrando o time dos que rasgam elogios para a (ainda) eterna Cidade Maravilhosa, sapecou a frase: “Vocês são muito sortudos de morar aqui!”.

A primeira pergunta foi como ele tinha decidido ser ator. Keitel explicou que a coisa simplesmente aconteceu, quando um amigo convidou ele para ir numa escola de atuação em Nova York. "E eu fiquei", disse ele em tom brincalhão. Para se ter uma ideia do tipo de perguntas realizadas, questionado se valia a pena começar a carreira de ator aos 40 anos de idade, brincou que o candidato deveria procurar uma namorada. O riso da plateia veio na hora, efeito igual quando Diegues perguntou se ter trabalhado com Scorsese tinha mudado a vida dele de alguma forma. "Claro!", disse, acompanhado de mais risadas na sala.

Aproveitando o momento, ele contou suas primeiras "aventuras" e essa foi com o próprio Scorsese. Disse que entrou na sala de teste e alguém (lá no fundo), com voz imponente disse para ele se sentar e logo começaram a discutir. "Senta aí!" (ele imita em voz marrenta). Que p… você pensa que é?", disse ele, já provocando risos. E concluiu, dizendo que Scorsese veio e falou: "Martin, isso é uma improvisação". A plateia…

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