Por que os jogos de videogame continuam tão caros no Brasil?

Desde 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) tomou posse do cargo no Brasil, os impostos sobre jogos de videogame foram reduzidas quatro vezes. No entanto, a realidade dos games não é de queda dos preços, pelo menos na percepção das pessoas que estão conectadas com esse universo.
Uma reportagem do portal Tilt, do UOL, trouxe à tona essa realidade e buscou saber um pouco mais sobre os pensamentos de gamers e profissionais da área. Nesse contexto, é destacado que os preços de jogos, consoles e outras ferramentas na verdade sofreram um aumento, ao invés de caírem. Os motivos passam pela alta do dólar, a crise da escassez de produtos, como o PS5 e chips, e os impactos negativos da pandemia da Covid-19.
Apesar disso, como mencionado anteriormente, algumas taxas sobre jogos, acessórios e afins tiveram uma redução, ou, até mesmo, foram zeradas em alguns casos. No entanto, a sensação é que a medida não foi suficiente para impedir a escalada dos preços.
“Não senti uma queda de valor, e sim um crescimento porque a indústria de games teve outros custos. Para a gente aqui no Brasil, acaba pegando bastante”, afirma o youtuber Skorpion Gamer ao Tilt.
Além disso, com a alta nos preços de consoles mais avançados e a citada escassez de produtos causaram uma volta ao passado. O interesse pelo PS4 e Xbox One acabou subindo, em detrimento dos consoles da nova geração. Outra questão levantada é o mercado de aparelhos usados, em que as isenções de impostos acaba não impactando de alguma forma.
De acordo com o economista Yvon Gaillard, a medida sobre os impostos de videogames pode ser analisada como uma estratégia que visa as eleições de 2022.
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