Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de dezembro de 2025 · 2 min de leitura ·

2025 no pódio do calor: mundo entra em sequência inédita de extremos climáticos

2025 no pódio do calor: mundo entra em sequência inédita de extremos climáticos

O novo boletim da Copernicus, programa europeu de monitoramento climático, traz um alerta: 2025 deve terminar como o segundo ou terceiro ano mais quente da história. A previsão é que o ano mantenha a sequência inédita de recordes climáticos que marca a última década. 

A estimativa se apoia na anomalia de 1,48°C acima dos níveis pré-industriais registrada entre janeiro e novembro. É a mesma de 2023, atrás apenas do pico de 2024. A fotografia do ano também inclui extremos climáticos que se repetiram com força, de ciclones a enchentes devastadoras.

Os números chegam acompanhados de outro ponto decisivo: a média de temperatura do período 2023–2025 deve ultrapassar 1,5°C pela primeira vez. O dado, que combina três anos consecutivos muito quentes, é o que conta para o cálculo climático de longo prazo. E indica que o planeta está cruzando um limiar que a ciência tenta alertar sobre desde o Acordo de Paris.

Os dados mostram um ano que repete, quase vírgula por vírgula, o que já era observado em 2023: 1,48°C acima da era pré-industrial e um aumento que não cede nem com a troca do El Niño para uma La Niña fraca. 

A Copernicus destaca que, mesmo com esse esfriamento natural, a temperatura global continua presa num patamar excepcional. E isso empurra 2025 para o mesmo posto ocupado por 2023 no ranking histórico.

A ultrapassagem do limite de 1,5°C ganha outra dimensão quando vista pela média trienal. A Copernicus reforça que a meta do Acordo de Paris não se mede por um mês ou um ano isolado, mas por um período de cerca de três décadas. Ainda assim, quando três anos seguidos caminham juntos acima da marca, o sinal é inequívoco. 

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