
Falta pouco! Nesta sexta-feira (19), o cometa 3I/ATLAS vai chegar ao ponto de máxima aproximação com a Terra. A passagem pelo planeta, no entanto, será a uma distância segura (cerca de 270 milhões de km), não oferecendo risco de impacto ou qualquer outro tipo de ameaça.
Desde que foi visto pela primeira vez, o objeto está na mira de diversos telescópios espaciais e terrestres. As observações são analisadas por cientistas do mundo todo, empenhados em desvendar os segredos do corpo celeste, que é apenas o terceiro visitante interestelar já detectado no Sistema Solar.
Muitas descobertas interessantes já foram feitas a respeito do “forasteiro” ao longo dos últimos meses desde a primeira observação, feita por astrônomos do Sistema de Último Alerta para Impacto de Asteroides com a Terra (ATLAS, na sigla em inglês) – projeto financiado pela NASA que monitora objetos que possam representar risco de colisão com o nosso planeta. Entre elas:
Apenas como uma questão hipotética, a plataforma Time And Date perguntou a especialistas o que eles mais gostariam de ver nos dados do 3I/ATLAS. “Eu gostaria de ver a moeda da vida, que é o fósforo”, respondeu Thomas H. Puzia, doutor em astrofísica e professor no Instituto de Astrofísica da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Chile, em Santiago.
Ele, que tem observado o cometa com um grupo de alunos de pós-graduação, explica que o fósforo é um elemento fundamental no DNA, no gerenciamento de energia nas células e em outros componentes essenciais para a vida como a conhecemos. “Imagine confirmar os ingredientes da vida em um visitante interestelar de bilhões de anos. Isso aumentaria drasticamente as chances de que a vida complexa tenha surgido muito antes na história da Via Láctea e, por extensão, do Universo.”
O Olhar Digital perguntou o mesmo para alguns dos mais conceituados nomes da astronomia profissional e amadora no Brasil.
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