
Um artigo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences detalha a descoberta de enormes estruturas de pedra no Planalto Cársico, na fronteira entre Eslovênia e Itália, que datam provavelmente de mais de 3,6 mil anos atrás.
Pesquisadores da Universidade de Liubliana e do Instituto para a Proteção do Patrimônio Cultural da Eslovênia identificaram quatro megaestruturas, usando varredura a laser aérea (ALS), que mapeou uma área de 870 quilômetros quadrados.
Verificou-se que as estruturas são antigas e complexas armadilhas de caça em grande escala. Elas funcionavam como funis gigantes, compostos por longas paredes baixas de pedra. O objetivo era direcionar rebanhos de animais selvagens, como veados-vermelhos, para um ponto de captura.
No final do “funil”, os animais eram levados a um poço ou recinto oculto. Esse local de captura ficava estrategicamente situado sob uma queda natural, semelhante a um penhasco, onde os animais ficavam presos. As estruturas variam de 530 metros a mais de 3,5 quilômetros.
Os arqueólogos notaram que o design é muito semelhante às “pipas do deserto”. Estas são grandes estruturas de caça pré-históricas conhecidas no Sudoeste Asiático e Norte da África. Até agora, evidências de armadilhas tão grandes e antigas eram raras no continente europeu.
O traçado geral das quatro megaestruturas está notavelmente bem preservado. As paredes são feitas de calcário empilhado de forma solta, com um a 1,5 metro de largura. A altura atual, porém, é baixa, raramente passando de meio metro. Estima-se que as paredes originais tinham menos de um metro.
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